Frases e Pensamentos: Auto-estima

Enviado em 05 de out de 2009, sob Frases e Pensamentos

Frases e Pensamentos de Auto-Estima

O seu equilíbrio vem do acreditar na sua intuição e permitir que a sua voz interior lhe dê a resposta de que precisa. Tem uma força maior que nos mantém vivos e fortes. Podemos tudo quando acreditamos! (Sementes de Reflexão)

Você sabe quais são seus valores, metas, missões e lugares? Valorize-se! Se não conhece a ti mesmo fatalmente serás manipulado pelos outros.(Sementes de Reflexão)

Visualize um futuro brilhante, mesmo que não combine com a sua situação atual. O limite está dentro de si, na sua programação mental, e não nos desafios da vida. (Sementes de Reflexão)

Se não consegue acreditar no que faz, como poderá transmitir a necessária imagem de confiança que precisa para poder vingar seus planos e metas? (Sementes de Reflexão)

Mudanças verdadeiras só ocorrerão quando se mudar a imagem que se tem de nós mesmos(Autor desconhecido)

Quando cuidamos de nosso corpo e de nossos sentimentos com respeito criamos uma nova imagem de nosso corpo e mente(Autor desconhecido)

Não adianta querer um príncipe se você não é uma princesa (Marina Ruy Barbosa, atriz)

A pessoa mais competente que eu já conheci na vida é aquela que você pensa que é (Franklin Roosevelt)

Seja você próprio a mudança que quer ver realizada no mundo(Mahatna Gandhi)

O medo tem alguma utilidade, mas a covardia não(Mahatna Gandhi)

A verdadeira felicidade é impossível sem verdadeira saúde, e a verdadeira saúde é impossível sem um rigoroso controle da gula(Mahatna Gandhi)

Aquele que não é capaz de se governar a si mesmo, não será capaz de governar os outros(Mahatna Gandhi)

Só quem se arrisca a ir o mais longe possível poderá descobrir até onde é capaz de ir (Eliot)

É indispensável ter admiração e respeiro por aquela criatura que todos encontram ao mirarem-se no espelho quando acordam (Victor Civita)

Seja você mesmo, porque ou somos nós mesmos, ou não somos coisa nenhuma (Monteiro Lobato)

Preciso ser boa pra mim, para poder ser boa pra vocês(Paula Fernandes, cantora)

As coisas não mudam; nós é que mudamos. (Henry David Thoreau)

Se uma planta não consegue viver de acordo com sua natureza, ela morre, assim também um homem. (Henry David Thoreau)

Não querer agradar a todos, talvez seja a melhor forma de agradar (Isabella Bovendorp)

Se formos livres por dentro, nada nos aprisionará por fora (Desconhecido)

Foto: Autoria desconhecida

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Sentido de vida: Descubra sua missão nesse mundo

Enviado em 03 de out de 2009, sob Compulsão alimentar, Sentido de vida

Flor lilásPor Isabella Bovendorp

Quando descobrimos nossos verdadeiros talentos e conseguimos aplicá-los na nossa vida, seja em forma de trabalho ou simplesmente servindo a quem necessita, sentimos uma grande satisfação e isso faz com que sintamos a vontade de cuidar melhor de nós e consequentemente do mundo.

Primeiro porque estamos fazendo algo que não sentimos muita dificuldade (justamente por ser um dom); é o que viemos trazer de bom para esse mundo, e através disso deixá-lo muito melhor para se viver enquanto estivermos por aqui, e também para quem virá!

Todos nós somos únicos e cada qual veio para um motivo, para realizar algo, para servir de alguma forma.

Acredito que não viemos a esse mundo por acaso, e que realmente estamos aqui para realizar algo de bom!

Todos nós somos únicos e cada qual veio para um motivo, para realizar algo, para servir de alguma forma. E assim, quando você descobre as suas verdadeiras aptidões e começa aplicá-las no dia-a-dia, a vida se torna mais leve e prazerosa, e cuidar da sua alimentação, vencer a ansiedade, fazer uma atividade física e emagrecer, ou manter o corpo em forma, fica muito mais fácil!

E isso acontece  porque você está seguindo a sua própria natureza… Isso acontece simplesmente porque você está fazendo o que realmente deveria fazer!

Foto: Rui Scheidt Feix

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Dificuldade em fazer dieta: como facilitar o início do emagrecimento?

Enviado em 03 de out de 2009, sob Compulsão alimentar

Flor amarelaFaça qualquer coisa que afaste seu pensamento da comida

Por Isabella Bovendorp

Ler um livro… Ouvir ou dançar a música preferida… Assistir a um filme ou programa bacana… Sair com as amigas… Pintar um quadro… Fazer uma massagem… Caminhar…  O que mais te dá prazer?

Encontre uma atividade que te encante e que dê significado a sua vida! Porque quando estamos fazendo algo que realmente gostamos é muito mais fácil esquecer a comida por algumas horas. Pode ser qualquer coisa, desde que isso tranqüilize e aquiete sua mente.

Encontre uma atividade que te encante e que dê significado a sua vida!

O tempo passa muito rápido quando estamos fazendo algo que realmente gostamos, e assim o processo inicial da dieta fica muito mais fácil!

Foto: Anaiá Paixão

Saiba mais sobre nossa Consultoria Online de Emagrecimento: isabellabovendorp@gmail.com ou 47.8441.7817

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Falsa felicidade: A nossa mente também MENTE!

Enviado em 26 de set de 2009, sob Sentido de vida

Flor laranjadaPor Isabella Bovendorp

Se pararmos um minuto para pensar, percebemos que muitas vezes achamos que somos ou estamos felizes, mas a realidade do dia-a-dia é apática, sem energia e muitas vezes sofrida… Então, será que estamos realmente sendo felizes?

Na verdade estamos sendo falsamente felizes, pois a verdadeira felicidade não traz sofrimento.

A sociedade montou um modelo de felicidade que praticamente nos obriga a sermos felizes a sua maneira. Trabalhando em lugares que TODO MUNDO trabalha, amando como TODO MUNDO ama, estudando o que TODO MUNDO estuda, comendo o que TODO MUNDO come…

Mas a nossa alma conhece a verdadeira felicidade, e quando ela percebe que estamos agindo contra a nossa natureza, se revela então em forma de variadas doenças, saúde fragilizada, tristeza, desrespeito, violência, traição, e de outros mais diversos males. Mesmo assim é muito mais fácil, na sociedade limitada que vivemos, analisar essas dores de uma forma superficial, com remédios cada vez mais fortes, vidas infelizes, vícios, brigas, sendo que o resultado mais eficaz e definitivo é por um caminho muito mais prazeroso: o autoconhecimento.

Nossa alma é poderosa, mas tem uma única coisa que ela não pode fazer: agir por você!

Uma das formas da vida “gritar” que não estamos fazendo a coisa certa é refletindo no nosso corpo, na nossa saúde, na nossa vitalidade.

Quando percebermos quem realmente somos, e começarmos a fazer as coisas que realmente nos faz feliz, certamente as enfermidades se afastarão.

Mas, existem pessoas que estão tão presas a essa “falsa felicidade” que não conseguem imaginar sua vida de outra maneira, ou não conseguem perceber que isso está acontecendo, pois querendo ou não estão dentro da tal normalidade, e assim continuam na sua vida previsível e “segura”, sofrendo das mais variadas maneiras, mas pelo menos estão sendo “normais”.

Acredito que um dos caminhos mais eficazes para percebermos se realmente estamos sendo felizes é observar como nos sentimos diante de cada situação. Ela te traz paz ou inquietação? Se a resposta for a primeira alternativa você estará no caminho que te levará a verdadeira felicidade, repleta paz, amor, harmonia, sucesso e vitalidade, – mas, se esta situação te traz aflição ou ansiedade e você não perceber ou não tomar nenhuma atitude, isso virá mais cedo ou mais tarde em forma de enfermidades e infinitos aborrecimentos.

Não há como negar, nosso corpo é o reflexo da nossa alma. Ela está lá, quase gritando a sua essência e você não escuta. Nossa alma é poderosa, mas tem uma única coisa que ela não pode fazer: agir por você. Essa é a sua parte, isso só cabe a você.

Foto: Rui Scheidt Feix

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Frases e Pensamentos: Amor

Enviado em 26 de set de 2009, sob Frases e Pensamentos

Frases e Pensamentos – Amor

Ser profundamente amado por alguém nos dá força; Amar alguém profundamente alguém nos dá coragem. (Autor desconhecido)

Nenhuma paixão ou amor podem ser plenos, quando se procura no outro o que só se pode encontrar dentro de si. (Odete Lara – Atriz)

Só podemos dar aquilo que temos em nós mesmos. (Wayne W. Dyer)

As pessoas ao redor do mundo podem parecer diferentes ou ter religião, educação e posição diferentes, mas elas são todas iguais. São pessoas para serem amadas. Elas estão todas famintas de amor. (Madre Teresa)

Cuidado com a solidão do poder. Certas pessoas por medo da rejeição, evitam a mais forte das expressões, – o amor. (Sementes de Reflexão)

A felicidade só é alcançada com mutualismo, quando fazemos bem aos nossos familiares, amigos e também para os desconhecidos. E lembre-se: é impossível ser feliz sozinho, o egoísta está condenado a ter o mesmo fim que o egocêntrico: Jamais ser lembrado por ninguém! (Autor desconhecido)

Amar não significa transferir aos outros a responsabilidade de me fazer feliz. Cabe a mim a tarefa de apostar nos meus talentos e realizar os meus sonhos (Lucília Diniz)

Não adianta querer um príncipe se você não é uma princesa (Marina Ruy Barbosa, atriz)

Um casamento de sucesso requer apaixonar-se muitas vezes pela mesma pessoa (Robert Wagner)

Um casamento bem-sucedido precisa ser refeito diariamente (André Maurois)

As pessoas ficam procurando o amor como a solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvidos os seus problemas“. (Norman Mailer)

Goste de alguém que te ame. Alguém que te espere. Alguém que te compreenda mesmo nos momentos de loucura. De alguém que te ajude, que te guie, que seja seu apoio… Tua esperança, teu tudo! Goste de alguém que sonhe contigo. Que pense em você. Que pense no teu rosto. Na tua delicadeza, no teu espírito. Goste de alguém que te espere até o final. De alguém que sofra junto contigo. Que ria junto a ti. Que enxugue tuas lágrimas. Que te abrigue quando necessário. Que fique feliz com tuas alegrias e que te dê forças depois de um fracasso. Goste de alguém que volte pra conversar depois das brigas, depois do desencontro. De alguém que caminhe junto a ti. Que seja companheiro. Que respeite tuas fantasias, tuas ilusões. Goste de alguém que te ame. Não goste apenas do amor. Goste de alguém que sinta o mesmo por você… (Desconhecido)

Quando um casal perde a liberdade de falar o que pensa, – ele perde tudo“. (Isabella Bovendorp)

Recentemente, Thiago falou sobre o desafio de manter um casamento. “Hoje, com a velocidade em que a gente vive, é tudo muito fácil, na primeira dificuldade (as pessoas) já querem separar, quando o legal de você insistir é ver o porquê de a relação estar dando errado. O barato do relacionamento é insistir em se melhorar, aprender coisas novas e dar oportunidade para fazer diferente”, disse à revista TPM. (Thiago Lacerda, ator)

Foto: Autoria desconhecida

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Para emagrecer, cure sua ansiedade

Enviado em 16 de set de 2009, sob Compulsão alimentar

Por Isabella Bovendorp

A ansiedade é uma das principais causadoras da vontade de comer compulsivamente. Ela pode ser percebida quando não estamos com fome alguma e mesmo assim sentimos a necessidade de pôr algo para dentro, geralmente comidas que não são nem um pouco saudáveis, principalmente doces.

Em determinados casos eu acredito ser interessante e necessário o auxílio de algum medicamento, pois existem muitas pessoas que, por mais que queiram se alimentar corretamente, a ansiedade toma conta e coloca tudo a perder. É como se fosse algo químico, que a pessoa não consegue controlar. Nesse caso, é muito importante que você consulte um especialista da área (psiquiatra ou endocrinologista), expondo seus sintomas e dificuldades, para que ele lhe indique o melhor tratamento.

Esclareço aqui que o medicamento é um contribuinte importante para ajudar você nesse início de processo. Isso quer dizer que você tem que fazer a sua parte, aliás, a maior parte, que é descobrir o que causa a sua ansiedade e tomar as atitudes necessárias para resolver o que quer que esteja atrapalhando o seu processo de emagrecimento ou compulsão alimentar.

O medicamento existe justamente para isso, para dar qualidade de vida, tranquilidade e paz nesse início do tratamento que reconheço, é difícil. Mas, passado alguns poucos meses, você vai ter que seguir sua vida sem ele, até mesmo para se sentir independente e saber que pode se controlar sozinho, salvo casos mais sérios que necessitem do medicamento a longo prazo.

No período em que você estiver utilizando a medicação é muito importante que, paralelo a isso, você procure conhecer mais sobre a ansiedade, faça análise e principalmente, busque dentro de você os motivos pelos quais age compulsivamente e busca na comida este “falso conforto”.

Lembre-se, a medicação é bem-vinda em determinados casos, mas somente o autoconhecimento e a busca interior podem te curar definitivamente!

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Maternidade: O que muda com a chegada do bebê?

Enviado em 08 de set de 2009, sob Relacionamentos

Grávida

Por Isabella Bovendorp

Ao longo da minha gravidez e até mesmo agora depois de ter tido o meu filho (no momento ele está com 9 meses) tenho ouvido muitas mulheres dizerem que abriram mão de muita coisa quando se tornaram mães, ou que sua vida mudou radicalmente quando essa nova fase iniciou. E ouço isso com um tom de lamentação, infelizmente.

Certamente algumas coisas vão mudar, afinal agora você é responsável por cuidar de um serzinho inocente, dependente e indefeso. Mas isso não quer dizer que você tenha que deixar pra trás tudo o que sua vida tinha de bom antes da chegada dessa linda pessoinha, pelo contrário, agora chegou mais alguém para ser feliz junto com você; uma parceria para realizar as coisas legais que já fazia antes. Mas pensando, como você vai apresentar para ele (a) esse lindo mundo se você mesma já esqueceu o que ele tem de bom, já que se anulou e abdicou das coisas que mais te faziam bem?

Mas pensando, como você vai apresentar para ele (a) esse lindo mundo se você mesma já esqueceu o que ele tem de bom, já que se anulou e abdicou das coisas que mais te faziam bem?

Muitas mulheres cometem o grave erro de acreditar que pelo fato de terem se tornado mães os outros papéis de suas vidas desapareceram. Você não deixou de ser mulher, esposa, vizinha, amiga, profissional, filha… Simplesmente agora você tem mais uma função, aliás uma linda função: ser mãe.

Não vou dizer que é fácil, é preciso muito amor (por você e pelo seu filho), organização e força de vontade!

Desenvolver outras atividades é saudável e essencial para o desenvolvimento de uma relação de amor e ternura com seu filho (a). Se, ao contrário disso, você for abrindo mão das coisas que mais te fazem feliz (exercício físico, jantar fora, trabalhar, sair para dançar, viajar, etc), automaticamente sua vida caminhará para a frustração e infelicidade, e conseqüentemente para uma relação mãe-filho autoritária e exaustiva, já que em algum momento você irá sentir-se no direito de cobrar TUDO o que fez pelo seu filho e de tudo o que deixou de fazer por ele. Ele não te pediu nada, a não ser amor terno e atenção gratuita. Você ter deixado sua vida para trás foi uma atitude impensada ou uma falsa crença que agora está colocando em risco uma relação que é para ser linda.

Desenvolver outras atividades é saudável e essencial para o desenvolvimento de uma relação de amor e ternura com seu filho (a).

Sempre duvidei das pessoas que me diziam essas coisas sobre “mudança radical por causa da maternidade” e agora pude tirar a prova real para reforçar ainda mais a minha opinião sobre esse assunto.

Não deixe que a culpa, a possessividade e as falsas crenças destruam uma relação tão forte e encantadora como essa!

Me tornei mãe e continuo sendo quem sempre fui, tendo sonhos, e fazendo o que sempre gostei de fazer. Não vou dizer que é fácil, é preciso muito amor (por você e pelo seu filho), organização e força de vontade! Posso dizer que não abri mão de nada por ter sido mãe, apenas precisei reorganizar minha vida e fazer as coisas de uma outra maneira, mas anular a pessoa que sempre fui e deixar de fazer as coisas que me faziam feliz, jamais. Ninguém merece isso, nem você e muito menos o seu filho! Não é justo que ele carregue o peso de ter sido a causa pela qual você deixou de ser livre e fazer o que tinha vontade. Isso certamente virá no futuro em forma de cobranças e atenção forçada, já que você vai querer uma “recompensa” por tudo o que passou, e seu filho, sem saber de nada, sofrerá junto de uma forma ou de outra.

Não é justo que ele carregue o peso de ter sido a causa pela qual você deixou de ser livre e fazer o que tinha vontade. Isso certamente virá no futuro em forma de cobranças e atenção forçada, já que você vai querer uma “recompensa” por tudo o que passou, e seu filho, sem saber de nada, sofrerá junto de uma forma ou de outra.

Posso estar parecendo dura, mas isso é o que eu vejo acontecendo em muitas relações de mães e filhos, que mais parecem inimigos do que pessoas que se conhecem desde sempre. E isso ocorre porque a mãe se achou forçada a abrir mão de sua própria vida para ser exclusivamente: mãe. Não existe isso, por favor. Ter um filho e participar do desenvolvimento dessa pessoinha desde a sua barriga é uma das coisas mais maravilhosas do mundo; vê-lo nascer e ir crescendo forte dia-a-dia é emocionante. Não deixe que a culpa, a possessividade e as falsas crenças destruam uma relação tão forte e encantadora como essa!

Foto: Vivian Sechin

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Emoção: Fome de afeto

Enviado em 08 de set de 2009, sob Compulsão alimentar

Carência, estresse e os mais variados tipos de frustração são os principais responsáveis pela compulsão alimentar, uma doença que contribui para a subida dos ponteiros da balança.

Por Janete Tir, Revista UMA

Atire a primeira pedra quem nunca devorou uma caixa de bombons em cinco minutos ou atacou a geladeira no meio da noite para se sentir um pouco melhor, seja pela falta de um grande amor, pelas frustrações do dia-a-dia, pela situação financeira e até pela bronca recebida no trabalho. Se você já passou por uma situação dessas, saiba que não é a única que tenta encontrar conforto comendo. “A maioria das pessoas, quando passa por momentos estressantes, aumenta o consumo de alimentos, sobretudo de doces, pois eles levam o cérebro a produzir substâncias que causam bem-estar, explica o endocrinologista Antonio Carlos do Nascimento, de São Paulo.

E de onde vem essa idéia de compensar o sofrimento com comida? A resposta pode estar na infância. “Muitas mães oferecem doces sempre que seus filhos choram ou fazem manha, sem procurar saber o real motivo de sua frustração. Esse tipo de atitude vai repercutir na idade adulta como um padrão, fazendo com que a pessoa necessite do alimento para se sentir bem”, esclarece a psicóloga clínica Patrícia Vieira Spada, autora do livro Obesidade infantil: aspectos emocionais e vínculo mãe/ filho (Ed. Revinter). Segundo a terapeuta, é preciso que os pais observem a criança nos momentos de ansiedade, busquem conversar com ela e nunca tentem compensar sua ausência com guloseimas.

Mas e quando o padrão já se instalou na fase adulta? Bem, para os especialistas, se essa compensação for racional, a pessoa saberá que passou dos limites e logo voltará a ter uma alimentação equilibrada. Já se a comida for usada como válvula de escape o tempo todo, cuidado: esse tipo de comportamento é comum em casos de compulsão alimentar, uma doença grave e que pode levar à obesidade. O compulsivo passa a viver uma situação que, com o tempo, só piora. É como uma bola de neve: a carência ou a frustração desperta a necessidade de comer mais, o excesso de calorias leva ao aumento de peso, que gera mais frustração, criando um círculo vicioso. Leia mais sobre o assunto e descubra como tratar o problema de forma segura e eficaz.

Consciência: caminho para a cura
Na opinião de Zuleika Fuentes, psicóloga do Peso Ideal – um curso de instrução alimentar que oferece apoio psicológico para perder peso com saúde – quando o paciente se torna consciente de que é compulsivo, tem a chance não só de resolver o problema, mas também de se conhecer melhor: “É preciso prestar atenção em si mesmo, pois muitas vezes a compulsão muda de forma. Por exemplo, tem gente que pára de comer em excesso, mas começa a fumar ou a comprar coisas que nem precisa. Nesses casos a terapia é fundamental para que o paciente possa administrar a ansiedade sem limitar sua vida”, explica.

Mas fique atento: fugir do problema não resolve! Mais cedo ou mais tarde a compulsão vai aparecer novamente, ainda que disfarçada de “loucuras”, como comer escondido. “Muitas pessoas mentem dizendo que não comeram, completam o litro de refrigerante com água para ninguém perceber que tomaram, desenvolvem técnicas de desembrulhar bombons sem fazer barulho… E o pior, pensam que ninguém está vendo e têm dificuldade de se abrir e procurar ajuda”, completa Zuleika.

Isso sem contar aqueles que nem sabem que sofrem de um transtorno alimentar que pode ser tratado. Esses, em geral, acabam dando ouvidos a comentários pejorativos e se vendo como fracos, sem força de vontade e até sem-vergonhas. “Se o assunto do dia em família forem as suas infindáveis tentativas de emagrecer, você tem o direito de dizer que não quer falar sobre isso, que é algo pessoal”, diz a psicóloga.

Emoções em dia
Procurar ajuda especializada é o melhor caminho para investigar um comportamento compulsivo e só assim saber lidar com o problema. “As pessoas ansiosas costumam reagir de um jeito diferente quando passam por situações difíceis. Elas são inseguras e não aceitam as mudanças com facilidade. Por isso é necessário fazer um trabalho voltado à reflexão, para que haja uma aproximação do paciente com seus medos”, esclarece a especialista do Peso Ideal. Apesar da resistência inicial, o tratamento psicológico costuma dar bons resultados em casos assim. “Parece bobagem, mas as pessoas têm muita dificuldade para cuidar das emoções, têm um certo preconceito. Precisam perceber que se existe um ortopedista para tratar de uma perna quebrada, há também um profissional específico para cuidar do lado emocional”, afirma.

A luta contra a compulsão pode ser longa e é preciso ter persistência, além das ferramentas certas para vencê-la. Os medicamentos normalmente receitados por psiquiatras para tratar quadros como esse são os ansiolíticos e antidepressivos. Mas nem todo mundo se adapta a seus efeitos colaterais. A medicina complementar oferece uma série de alternativas eficientes e menos invasivas para tratar o mal, suas causas e conseqüências, confira!

Movimentos vitais da ioga
Quando chegar em casa, cansada depois de um dia exaustivo, pare e pense: nada de fazer as coisas automaticamente. Primeiro relaxe, porque com calma é mais fácil se controlar. “Aquietar a mente ajuda a combater a compulsão, já que o problema começou num nível mais sutil”, diz Renata Quirino, professora da escola Satya Mandir Yoga, de São Paulo. O exercício para reduzir os níveis de ansiedade é o seguinte:
Escolha um cantinho sossegado da casa, perto de uma parede. Deite de costas no chão, com o bumbum encostado na parede e as pernas retas, levantadas e apoiadas nela. Fique assim por cerca de dez minutos. Respire profundamente e deixe os pensamentos virem, mas não se apegue a nada. A sensação é de tranqüilidade total, aquela urgência toda acaba e você tem a chance de fazer tudo com mais calma.

“Aquietar a mente ajuda a combater a compulsão, já que o problema começou num nível mais sutil”
Renata Quirino

Alimente sua criatividade com a arteterapia
Para suprir a necessidade de carinho sem passar pela geladeira, uma boa opção é se dedicar à arte. Pintura, escultura, dança, música e várias outras formas de expressão são meios prazerosos e terapêuticos de resolver o problema. Segundo a psicóloga clínica e presidente da Associação Brasileira de Arteterapia, Joya Eliezer, que há 30 anos trabalha com a técnica, “a arte causa prazer por propiciar a oportunidade da criação, o que é muito benéfico”. Para ela, a satisfação social gerada com o método substitui a canalização oral realizada com a comida. “Quando a pessoa se integra esteticamente, tem condição de se reeducar do ponto de vista nutricional. Assim, passará a comer quando tiver fome apenas, afastando a fome emocional.” Os primeiros exercícios são apreciar e tentar desenhar a natureza. E nem precisa se preocupar em não ter dom artístico, porque toda técnica pode ser aprendida. Os resultados aparecem depois de dois meses, tempo muito menor do que na terapia convencional.

A mente é tudo no self-healing
O self-healing (autocura) é um tratamento holístico que ajuda o paciente a reconhecer suas posturas e a conectá-las com suas tensões e processos patológicos. Também atua nos padrões da mente já fixados. Wilson Cezar Garves, terapeuta ocupacional e diretor da Associação Brasileira de Self-Healing (ABSH), diz que quando se trata de compulsão alimentar o mais importante é descobrir a causa do problema e, a partir daí, buscar exercícios de autoconhecimento e controle físico.

Exercícios de conscientização:
–  Deite de lado numa cama ou no chão e role o corpo, deslocando-se bem lentamente, uma parte de cada vez. Primeiro deixe cair um ombro para trás, depois um braço. A seguir, um joelho e depois o outro. Assim, vá rolando de um lado para o outro, prestando atenção em cada membro e respirando profundamente.

– Deite de barriga para cima e comece a mexer as articulações do punho, ombro, joelho e tornozelo. Faça um movimento, pare e visualize-o. Continue com outra articulação. Esse exercício combina atenção e ação e ajuda a ampliar a consciência corporal.

Toques mágicos de do-in
A milenar medicina chinesa ensina que estímulos em pontos específicos podem aliviar tensões. Uma das melhores maneiras de fazer isso é lançando mão do do-in, massagem que podemos fazer em nós mesmos. O fisioterapeuta João Júlio de Almeida ensina os seguintes exercícios:

– Três vezes por dia, belisque os dois primeiros dedos dos pés ao mesmo tempo, nos cantinhos da unha, mantendo pressão contínua por cerca de um minuto, para sedar os meridianos envolvidos com a captação de energia alimentar e a ansiedade.

– Outra dica é o ponto que fica bem no topo da cabeça, linha média entre as pontas das orelhas, e que corresponde ao chakra da coroa. Ele é indicado nos comportamentos maníacos. Deve ser massageado em fricção lenta, que se aprofunda sem causar muita dor.

TESTE: VOCÊ É COMPULSIVA ALIMENTAR?
Nem sempre é fácil distinguir uma escorregada alimentar de uma compulsão. Para detectar o problema, a psicóloga Zuleika Fuentes, do Peso Ideal, elaborou um teste bem simples. Veja se você se enquadra no perfil e, se necessário, procure ajuda.

Você…
– É tomada por um impulso muito forte para comer…
– Tem dificuldade para parar quando começa a se alimentar desenfreadamente…
– Tem tendência a esconder, mentir, omitir o consumo de guloseimas…
– É muito ansiosa…
– Está impotente diante desse comportamento…

Se você assinalou pelo menos três dos cinco itens acima, provavelmente apresenta comportamentos compulsivos.

Dicas importantes:
1. Encare o problema, por pior que possa parecer.
2. Procure ajuda profissional.
3. Aprenda a questionar sua atitude compulsiva em vez de aceitá-la: “O que será que realmente está acontecendo comigo?”
4. Valorize cada pequena atitude, pois cada uma estará mudando o rumo de sua vida.
5. Tenha calma. Vá adiante, devagar e sempre. Tentar diminuir a ansiedade é fundamental neste processo. A melhora se dá de forma contínua e nunca avança mais do que um dia de cada vez.
6. Um sinal de progresso é quando aquilo que sempre lhe pareceu normal e familiar começa a ser visto como incômodo e doentio.

Fonte: Revista UMA / Por Janete Tir

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Dica de emagrecimento: Não fique comentando com as pessoas que você está de dieta. Este é um compromisso de você com você mesmo

Enviado em 07 de set de 2009, sob Compulsão alimentar

MargaridasPor Isabella Bovendorp

Um dos maiores desafios encontrados no início de um processo de reeducação alimentar é sentir-se na “obrigação” de dar satisfação as pessoas, principalmente para os amigos e familiares. Muitos não entendem que você vai ter que, por um curto período de tempo, abrir mão de certos alimentos – principalmente se estes alimentos são preparados com tanto carinho pela mãe, avó, amiga, etc.

Infelizmente não são todas as pessoas que tem a oportunidade de passar um mês dentro de um spa, longe de tudo e de todos, somente se dedicando a cuidar de si mesmo, sem interrupções, convites para jantar e aborrecimentos diários. A maioria das pessoas tem compromissos habituais como trabalho, faculdade, cursos, família, e tem que adaptar a dieta ao seu ritmo de vida.

Muitas vezes, é nessa fase que somos levados a rever nosso ritmo diário, e perceber que uma vida em que não se tem tempo para realizar uma das coisas mais importantes como se alimentar corretamente e praticar alguma atividade física não deve ser a vida que se almeja conquistar. Acredito que uma vida feliz é aquela em que conseguimos realizar na maior parte do dia coisas que julgamos realmente importantes, e com certeza uma delas é cuidar bem de você mesmo.

O verdadeiro compromisso é aquele que se assume consigo mesmo!

Se te oferecerem algo, apenas diga que não está com fome, ou que já comeu, ou até mesmo que está meio ruim do estômago (indisposta), invente qualquer desculpa. Isso faz com que o assunto pare por ali e ninguém fique te questionando o porquê da dieta ou até mesmo te levando aos poucos a desistir do objetivo.

Mas, se realmente tiver que comentar com alguém que iniciou um processo de reeducação alimentar e que por um tempo determinado precisará se privar de certos alimentos, que seja dito somente para pessoas que você sinta que podem te ajudar e que vão respeitar essa sua nova atitude. Porque, por incrível que pareça, tem muitas pessoas que torcem para que não alcancemos nossos objetivos; às vezes pessoas próximas, até mesmo da família, que podem desestimular o início dessa nova jornada.

Mas lembre-se: o verdadeiro compromisso é aquele que se assume consigo mesmo – pois só você carregará o peso das escolhas que fizer. Seja firme e certamente conseguirá!

Foto: Anaiá Paixão

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Transtorno de ansiedade generalizada: O que é, e como tratar

Enviado em 03 de set de 2009, sob Psicanálise

A ansiedade normal se restringe a uma determinada situação, e mesmo que uma situação problemática causadora de ansiedade não mude, a pessoa tende a adaptar-se e tolerar melhor a tensão diminuindo o grau de desconforto com o tempo, ainda que a situação permaneça desfavorável. Assim, uma pessoa que permaneça apreensiva, tensa, nervosa por um período superior a seis meses, ainda que tenha um motivo para estar ansiosa, começa a ter critérios para diagnóstico de ansiedade generalizada.

O que é?

O transtorno de ansiedade generalizada é basicamente uma preocupação ou ansiedade excessivas, ou com motivos injustificáveis ou desproporcionais ao nível de ansiedade observado. Para que se faça o diagnóstico de ansiedade generalizada é preciso que outros transtornos de ansiedade como o pânico e a fobia social por exemplo, tenham sido descartadas. É preciso que essa ansiedade excessiva dure por mais de seis meses continuamente e precisa ser diferenciada da ansiedade normal.

Preocupar-se ou ficar ansioso não é apenas uma reação normal, mas necessária para a boa adaptação individual à sociedade e ao ambiente. Como o estado de ansiedade perturba a visão que a pessoa tem a respeito de si mesma e a respeito do que acontece no ambiente é necessário que esse diagnóstico seja sempre feito por um especialista.

Diagnóstico:

Uma das maneiras de diferenciar a ansiedade generalizada da ansiedade normal é através do tempo de duração dos sintomas. A ansiedade normal se restringe a uma determinada situação, e mesmo que uma situação problemática causadora de ansiedade não mude, a pessoa tende a adaptar-se e tolerar melhor a tensão diminuindo o grau de desconforto com o tempo, ainda que a situação permaneça desfavorável. Assim, uma pessoa que permaneça apreensiva, tensa, nervosa por um período superior a seis meses, ainda que tenha um motivo para estar ansiosa, começa a ter critérios para diagnóstico de ansiedade generalizada. Uma vez eliminada a ocorrência de outros transtornos mentais assim como eliminada a possibilidade do estado estar sendo causado por alguma substância ou doença física, podemos admitir o diagnóstico de ansiedade generalizada. Respeitadas essas condições, os sintomas que precisam estar presentes são:

– Dificuldade para relaxar ou a sensação de que está a ponto de estourar, está no limite do nervosismo

– Cansa-se com facilidade

– Dificuldade de concentração e frenquentes esquecimentos

– Irritabilidade

– Tensão muscular

– Dificuldade para adormecer ou sono insatisfatório

Por fim, um critério presente em todos os transtornos mentais é o prejuízo no funcionamento pessoal ou marcante sofrimento. Não podemos considerar os sintomas como suficientes para dar o diagnóstico caso o paciente não tenha seu desempenho pessoal, social e familiar.

Características associadas:

A ansiedade patológica se manifesta da mesma forma como a ansiedade normal, ou seja, de múltiplas maneiras, tanto fisicamente como mentalmente. Além de amplamente variáveis os sintomas mudam ao longo do tempo e oscilam permitindo que a pessoa se sinta completamente bem em algumas situações e pior noutras. Nos períodos que os pacientes estão livres dos sintomas, o que pode durar de horas a dias, os pacientes acreditam que ficaram recuperados.

Antes de procurar um médico, praticamente todos os pacientes tentaram algo para melhorar seu mal estar, seja através de coisas simples como mudar a cor das roupas que veste, seja por meios mais complexos como medicações naturais ou florais. A aparente melhora que muitas vezes obtêm, só faz confundir o paciente pela coincidência que aconteceu entre uma melhora espontânea e temporária da ansiedade. Depois de alguns dias, quando a ansiedade volta, o paciente fica confuso pois a tentativa inicialmente havia funcionado e depois perdeu a eficácia. As mesmas tentativas são reforçadas ou modificadas e a ausência de resultado ou a falta de correlação entre novas tentativas de “autotratamento”. Geralmente após alguns meses as pessoas se cansam e procuram um especialista. Não sabemos por enquanto se este atraso no início do tratamento prejudica o tratamento posterior, tornando-o mais difícil de ser solucionado.

Os sintomas:

A preocupação com a possibilidade de vir a adoecer com algo grave ou sofrer um acidente, embora não existam indicativos de que essas coisas possam vir a acontecer é o foco mais comum das preocupações das pessoas com ansiedade generalizada. Algumas pessoas temem mais que os entes queridos sofram algum desses males, como os pais, ou filhos. Estes pacientes estão sempre imaginando situações como essas e frequentemente se consideram incapazes de lidar com elas caso realmente venham a acontecer.

As variedades dos sintomas de ansiedade são enormes e muitas vezes pessoais. Ganho de peso, por exemplo, tanto pode não ter nenhuma relação com ansiedade como pode, para determinadas pessoas, ser a manifestação mais frequente. Os sintomas mais comuns então são: boca seca, mãos ou pés úmidos, enjôos ou diarréia, aumento da frequência urinária, sudorese excessiva, dificuldade de engolir ou sensação de um bolo na garganta, assustar-se com facilidade e de forma mais intensa, sintomas depressivos são comuns desde que não sejam mais exuberantes que os de ansiedade, pois isso mudaria o diagnóstico. O fato desses sintomas se parecerem com os sintomas do transtorno do pânico exigem um procedimento para distinção deste, porque no pânico o surgimento de agorafobia é mais comum e requer indicação de terapia cognitiva. Na ansiedade generalizada não há crises, mas estados permanentes e prolongados de desconforto ansioso. Os pacientes com pânico podem experimentar estados de ansiedade prolongada entre uma crise e outra, mas as crises de pânico diferenciam um transtorno do outro.

Grupo de risco:

A mulheres são duas vezes mais acometidas pela ansiedade generalizada do que os homens. A prevalência desse transtorno na população é relativamente alta, em torno de 3% da população geral, sendo também o tipo de transtorno de ansiedade mais frequente do grupo dos transtornos de ansiedade. Nos períodos naturais de estresse os sintomas tendem a piorar, ainda que o estresse seja bom, como o próprio casamento ou um novo emprego. As mulheres abaixo de 20 anos são as mais acometidas, podendo contudo começar antes disso, desde a infância, ou pelo contrário, em idades avançadas, apesar da idade avançada diminuir as chances do surgimento de transtornos de ansiedade.

Transtornos associados:

Os problemas clínicos como feocromocitoma e alterações dos hormônios tireoidianos, por exemplo, devem sempre ser descartados porque a manifestação clínica dessas doenças é semelhante ao transtorno de pânico. Os demais transtornos de ansiedade também pode confundir o diagnóstico da ansiedade generalizada. A sistemática eliminação de sintomas serve como procedimento para eliminar transtornos de ansiedade que se parecem com a ansiedade generalizada. A eliminação de crises de ansiedade descarta o transtorno do pânico. A eliminação do comportamento de evitação por lugares específicos descarta a agorafobia; a evitação por submeter-se a avaliação dos outros revela a fobia social; o medo de objetos como sangue ou animais revela a fobia específica; a recorrência de pensamentos revela o transtorno obsessivo-compulsivo e a ausência de acontecimentos traumáticos descarta o estresse pós-traumático.

Na verdade, a quantidade de transtornos psiquiátricos ou clínicos é numeroso. Portanto, o psiquiatra deve estar sempre atento a sinais ou sintomas que surgem. Há sempre a possibilidade de se tratar de uma outra doença que provoca os sintomas semelhantes a ansiedade generalizada. Geralmente os outros problemas médicos apresentam sintomas inexistentes na ansiedade generalizada,  o que deve motivar uma investigação mais detalhada com auxílio de exames de laboratório.

Curso:

O transtorno de ansiedade generalizada costuma ser crônico, duradouro com pequenos períodos de remissão dos sintomas, mas geralmente leva o paciente a sofrer com o estado de ansiedade elevado durante anos. Pode vir a ceder espontaneamente em alguns casos e não há meios de se prever quando isso acontecerá.

Tratamento:

As medicações como os tranquilizantes benzodiazepínicos ou a buspirona são eficazes assim como os antidepressivos. É curioso que os antidepressivos sejam eficazes porém empiricamente observamos esse fato: alguns antidepressivos com mais eficácia do que outros. Além das medicações, terapias também proporcionam bons resultados sendo muitas vezes recomendada a combinação de ambas as técnicas.

Fonte: www.psicosite.com.br

Outras considerações sobre o Transtorno de ansiedade generalizada – por Dr. Drauzio Varella

A ansiedade é uma reação normal diante de situações que podem provocar medo, dúvida ou expectativa. É considerada normal a ansiedade que se manifesta nas horas que antecedem uma entrevista de emprego, a publicação dos aprovados num concurso, o nascimento de um filho, uma viagem a um país exótico, uma cirurgia delicada, ou um revés econômico. Nesses casos, a ansiedade funciona como um sinal que prepara a pessoa para enfrentar o desafio e, mesmo que ele não seja superado, favorece sua adaptação às novas condições de vida.

O transtorno da ansiedade generalizada (TAG), segundo o manual de classificação de doenças mentais (DSM.IV), é um distúrbio caracterizado pela “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”, persistente e de difícil controle, que perdura por seis meses no mínimo e vem acompanhado por três ou mais dos seguintes sintomas: inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular e perturbação do sono.

É importante registrar também que, nesses casos, o nível de ansiedade é desproporcional aos acontecimentos geradores do transtorno, causa muito sofrimento e interfere na qualidade de vida e no desempenho familiar, social e profissional dos pacientes.

O transtorno da ansiedade generalizada pode afetar pessoas de todas as idades, desde o nascimento até a velhice. Em geral, as mulheres são um pouco mais vulneráveis do que os homens.

Sintomas:

Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra. Além dos já citados (inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular) existem outras queixas que podem estar associadas ao transtorno da ansiedade generalizada: palpitações, falta de ar, taquicardia, aumento da pressão arterial, sudorese excessiva, dor de cabeça, alteração nos hábitos intestinais, náuseas, aperto no peito, dores musculares.

Diagnóstico:

O diagnóstico do TAG leva em conta a história de vida do paciente, a avaliação clínica criteriosa e, quando necessário, a realização de alguns exames complementares. Como os sintomas podem ser comuns a várias condições clínicas diferentes que exigem tratamento específico, é fundamental estabelecer o diagnóstico diferencial com TOC, síndrome do pânico ou fobia social, por exemplo.

Tratamento:

O tratamento do TAG inclui o uso de medicamentos antidepressivos ou ansiolíticos, sob orientação médica, e  psicoterapia. O tratamento farmacológico geralmente precisa ser mantido por seis a doze meses depois do desaparecimento dos sintomas e deve ser descontinuado em doses decrescentes.

Recomendações:

* Se você é visto como alguém de estopim curto, que anda sempre com os nervos à flor da pele e tem muita dificuldade para relaxar, provavelmente chegou a hora de procurar um médico para avaliar esse estado permanente de tensão e ansiedade;

* Se você cobra muito de si mesmo, está sempre envolvido em inúmeras tarefas e pressionado pelos compromissos, tente pôr ordem não só na sua agenda, mas também na sua rotina de vida, sem esquecer de reservar um tempo para o lazer. Se não conseguir sozinho, não se envergonhe, peça ajuda.

Fonte: Dr. Drauzio Varella

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