Ansiedade: quando procurar ajuda?

Enviado em 30 de ago de 2013, sob Ansiedade, Atendimento, Compulsão alimentar

.    .“A ansiedade é o pior de todos os males psicológicos. Ela é o gatilho para desencadear outros transtornos. Dentro do ponto de vista psicológico, podemos definir ansiedade como um estado mental praticamente subjetivo carregado de apreensão e recheado de incertezas.” Alexandre Bez, Psicólogo especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami e em ansiedade e síndrome do pânico pela Universidade da Califórnia

Por Isabella Franzoni

Os transtornos ansiosos são mais comuns e presentes do que se imagina.

Atrocidades, intolerância, brigas, violência, agressões, conflitos de relacionamento, e muitos outros sofrimentos poderiam ser evitados ou amenizados se a ansiedade recebesse tratamento, – se ela merecesse a devida atenção.

Transtornos de ansiedade se não forem tratados e valorizados enquanto doença, podem acarretar em diversas outras enfermidades físicas, assim como prejuízos na vida pessoal e profissional.

Mas, como saber a hora de procurar ajuda?

“Quando a ansiedade ultrapassa o limite e a pessoa não consegue mais realizar suas tarefas diárias sem sofrimento, é hora de buscar ajuda especializada e dar início a um tratamento.” Sâmia Simurro, psicóloga

Quando a pessoa não consegue controlar mais suas atitudes, pensamentos destrutivos, persecutórios – sente que perdeu o controle das suas ações e da sua vida;

Quando começa a somatizar no corpo em forma de doenças: dores de cabeça, enxaqueca, gastrite, taquicardia, doenças de pele, vertigens, etc.

Quando a pessoa não tem controle dos seus pensamentos e sofre com isso. É como se sua mente não o deixasse em paz. Pensamentos e sentimentos fora do controle que refletem no corpo em forma de angústia, aperto no peito, sudorese, perda da noção de quem se é, e onde está.

Quando há perda da qualidade de vida, de relacionamentos (familiar, afetivo, sexual), trabalho, estudos.

Hoje existem medicamentos cada vez mais eficazes e sutis no tratamento dos transtornos ansiosos, – que proporcionam a pessoa que sofre com esse mal, uma maior qualidade de vida, bem-estar no trabalho, na disposição diária, afazeres, atividades. O medicamento, em muitos casos, é provisório. É um recurso que hoje felizmente podemos fazer uso, no início do tratamento – por alguns meses, e que, com o passar do tempo apenas a psicoterapia já seja suficiente para dar continuidade ao tratamento. São muitos os transtornos ansiosos, por isso é fundamental o diagnóstico correto de um Psiquiatra competente, que identifica ao certo qual a desordem, podendo assim indicar o medicamento mais adequado.

“Se não for controlada, a ansiedade pode causar o surgimento de enfermidades psicossomáticas, ou seja, doenças que afetam a saúde física e mental. Gastrite, úlceras, colites, taquicardia, hipertensão, cefaleia e alergias são alguns exemplos de doenças causadas pela ansiedade. Ela também é responsável pelo surgimento de doenças psiconeurológicas e psicooncológicas. O psiquiatra italiano Leonard Vereaque explica que isso acontece, pois as pessoas não conseguem eliminar de forma natural a tensão gerada pela ansiedade. “A mente cria válvulas artificiais para dar vazão a essa energia negativa. A partir daí, a pessoa começa a usar o próprio organismo como válvula de descarga”. Heloísa Noronha, UOL Saúde

Quais são os transtornos de ansiedade?

Ansiedade generalizada

• Transtorno de pânico

• Transtorno obsessivo compulsivo

• Transtorno pós-traumático

• Agorafobia

• Fobia social

• Fobias específicas

“Ter força de vontade e entender que essa ansiedade descontrolada não é normal são requisitos básicos para o processo de cura inicial. Procurar ajuda psicológica é fundamental para retomar a rotina. Curar-se sozinho é praticamente impossível.” Alexandre Bez, psicólogo

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Referências de pesquisa: Uol Saúde e Comportamento

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Estresse é diferente de cansaço. Conheça os sintomas, prevenção e tratamento

Enviado em 25 de jul de 2013, sob Ansiedade

“Não é raro a pessoa procurar um médico, ser examinada, fazer exames e ouvir: “Isso não é nada. É só emocional”. Ora, se é emocional, é alguma coisa. Não é sensato esperar que as doenças se instalem (hipertensão, lesões nas coronárias, hipertrofia cardíaca) para tomar uma providência. Se existe um fator emocional que está desencadeando o desconforto, ele precisa ser valorizado.” (Alexandrina Meleiro)

Por – Alexandrina Meleiro, médica psiquiatra e Dr. Drauzio Varella

Estresse é um termo que se vulgarizou nos últimos tempos. Queixa-se de estresse o homem que chega em casa depois de um dia de muito trabalho, de trânsito pesado e das filas do banco. Queixa-se a mulher que enfrentou uma maratona de atividades domésticas, profissionais e com os filhos. À noite, terminado o jantar, com as crianças recolhidas, os dois mal têm forças para trocar de roupa e cair na cama.

A palavra estresse não cabe nesse contexto. O que eles sentem é cansaço, estão exaustos e uma noite de sono é um santo remédio para recompor as energias e revigorá-los para as tarefas do dia seguinte.

A palavra estresse, na verdade, caracteriza um mecanismo fisiológico do organismo sem o qual nós, nem os outros animais, teríamos sobrevivido. Se nosso antepassado das cavernas não reagisse imediatamente, ao se deparar com uma fera faminta, não teria deixado descendentes. Nós existimos porque nossos ancestrais se estressavam, isto é, liberavam uma série de mediadores químicos (o mais popular é a adrenalina), que provocavam reações fisiológicas para que, diante do perigo, enfrentassem a fera ou fugissem.

É pela ação desses mediadores que, num momento de pavor, os pelos ficam eriçados (diante do cão ameaçador, o gato fica com os pelos em pé para dar impressão de que é maior), o batimento cardíaco e a pressão arterial aumentam, o sangue é desviado do aparelho digestivo e da pele, por exemplo, para os músculos que precisam estar fortalecidos para o combate ou para a fuga. Vencido o desafio, vem a fase do pós-estresse. Quem já passou por um susto grande sabe que depois as pernas ficam trêmulas e, às vezes, andar é impraticável.

No entanto, o estresse do mundo moderno é muito diferente do que existia no passado. Resulta do acúmulo de pequenos problemas que se repetem todos os dias. A promissória a vencer no banco e o compromisso com hora marcada prejudicado pelo congestionamento inexplicável não liberam mediadores na quantidade necessária para enfrentar um animal ameaçador, mas provocam um discreto e constante aumento da pressão arterial e do número dos batimentos cardíacos que, sem dúvida, trazem consequências nefastas para o organismo.

“O estresse do mundo moderno é muito diferente do que existia no passado. Resulta do acúmulo de pequenos problemas que se repetem todos os dias.”

EFEITOS DO ESTRESSE CONSTANTE

Drauzio – Como os pequenos problemas do dia a dia, a longo prazo, acabam criando uma situação de estresse?

Alexandrina Meleiro – O estresse é uma defesa natural que nos ajuda a sobreviver, mas a cronicidade do estímulo estressante acarreta consequências danosas ao nosso organismo. Embora a tendência do indivíduo seja elaborar estratégias para resolvê-las, muitas vezes, ele vai se adaptando às exigências do chefe intransigente, à situação econômica difícil, aos revezes do dia a dia. Se não conseguir criar essas estratégias, seu organismo não irá reagir convenientemente diante dos problemas e dará sinais de cansaço que podem afetar os sistemas imunológico, endócrino, nervoso e o comportamento do dia a dia. A continuidade dessa situação afeta a pessoa, exaurindo suas forças e ela cai num estado de exaustão, de estresse propriamente dito. Caso não consiga reverter o processo, as consequências não tardarão a surgir: aumento da pressão arterial, crises de angina que podem levar ao infarto, dores musculares, nas costas, na região cervical, alterações de pele, etc. Daí a importância de a pessoa estar alerta para os sinais que o corpo registra.

Drauzio – Ninguém fica estressado de um dia para o outro. Na prática, essas manifestações corporais vão ocorrendo lentamente e a pessoa se acostuma com elas. Que dicas você dá para reconhecer que o mecanismo de estresse está se instalando?

Alexandrina Meleiro – Há pessoas que experimentam picos de adrenalina e vivem bem assim. Os corredores de Fórmula 1, por exemplo, mostram-se bem adaptados ao estresse inerente à sua profissão. Quando se deve desconfiar de que algo diferente está ocorrendo? Se a pessoa notar que já não se levanta com a mesma disposição, a mesma energia para desempenhar suas atividades diárias, que se irrita com os outros facilmente, que seu comportamento está fugindo do padrão habitual, se não consegue dormir, ou mesmo dormindo a noite inteira, não acorda descansada, pois o sono não foi tranquilo e reparador, precisa ficar atenta. Algo dentro dela está avisando que as coisas não vão bem e que é fundamental tomar certas medidas para evitar consequências mais sérias. Em geral, é alguém de fora que chama atenção para o problema. A roda da vida quase sempre impede que a própria pessoa perceba com clareza o que está acontecendo com ela.

“Quando se deve desconfiar de que algo diferente está ocorrendo? Se a pessoa notar que já não se levanta com a mesma disposição, a mesma energia para desempenhar suas atividades diárias, que se irrita com os outros facilmente, que seu comportamento está fugindo do padrão habitual, se não consegue dormir, ou mesmo dormindo a noite inteira, não acorda descansada, pois o sono não foi tranquilo e reparador, precisa ficar atenta. Algo dentro dela está avisando que as coisas não vão bem e que é fundamental tomar certas medidas para evitar consequências mais sérias.”

CATEGORIA DIAGNÓSTICA DO ESTRESSE

Drauzio – Podemos dizer que o estresse é uma doença?

Alexandrina Meleiro – O estresse não está categorizado na classificação internacional das doenças. O que se observa, porém, já há algumas décadas, é que ele está presente nos consultórios dos médicos de diversas especialidades: cardiologistas, pneumologistas, endocrinologistas, clínicos gerais, psiquiatras. Isso leva a crer que, em breve, haverá uma modificação no Código Internacional de Medicina e ele será considerado uma categoria diagnóstica. Atualmente, é classificado como uma síndrome que afeta vários órgãos. Não é raro a pessoa procurar um médico, ser examinada, fazer exames e ouvir: “Isso não é nada. É só emocional”. Ora, se é emocional, é alguma coisa. Não é sensato esperar que as doenças se instalem (hipertensão, lesões nas coronárias, hipertrofia cardíaca) para tomar uma providência. Se existe um fator emocional que está desencadeando o desconforto, ele precisa ser valorizado. Nesses momentos, é sempre bom perguntar o que pode estar favorecendo o aparecimento dos sintomas. Aquilo que é estressante para um indivíduo, pode não significar nada para outro. A reação de cada um está vinculada à genética, ao temperamento, à personalidade, à maneira de perceber e assimilar as situações. Dois irmãos, mesmo que sejam gêmeos e criados da mesma forma, podem desenvolver reações absolutamente diferentes. Um se descontrola se fica preso no trânsito na volta para casa; o outro aproveita a ocasião para ouvir música, relaxar, esvaziar a cabeça e esquecer o chefe ranzinza que cobra o serviço com urgência e depois o esquece em cima da mesa. Se a promissória está para vencer na semana seguinte, um perde logo o sono e a tranquilidade, enquanto o outro deixa tudo para resolver na véspera do vencimento. É bom lembrar que não existem problemas sem solução. Basta que nos empenhemos em encontrá-la. Nem sempre aparece a solução ideal, a que gostaríamos de alcançar, mas temos de aceitá-la, seja ela temporária ou definitiva.

Drauzio – O que provoca mais estresse, preocupar-se com antecedência ou deixar tudo para a última hora?

Alexandrina Meleiro – Claro que quem costuma protelar as decisões indefinidamente, em determinado momento, terá de enfrentar as consequências desse comportamento sossegado. No entanto, sofrer antecipadamente não ajuda a resolver o problema. É preciso aprender a gerenciar os acontecimentos e a buscar estratégias para encontrar uma solução. Veja o caso da pessoa que fez um empréstimo no banco. O razoável é que levante algumas possibilidades para juntar o dinheiro do pagamento e estabeleça metas de poupança. Reduzir as compras no supermercado, abrir mão do celular, cortar despesas com o supérfluo pode ser um bom caminho. A pessoa que não sabe administrar os problemas de cada dia precisa aprender a fazê-lo. Às vezes, a ajuda de um profissional é indispensável para evitar que a qualidade e o tempo de vida fiquem seriamente comprometidos por esse comportamento.

“A pessoa que não sabe administrar os problemas de cada dia precisa aprender a fazê-lo. Às vezes, a ajuda de um profissional é indispensável para evitar que a qualidade e o tempo de vida fiquem seriamente comprometidos por esse comportamento […] É bom lembrar que não existem problemas sem solução. Basta que nos empenhemos em encontrá-la. Nem sempre aparece a solução ideal, a que gostaríamos de alcançar, mas temos de aceitá-la, seja ela temporária ou definitiva.

TENDÊNCIA AO ESTRESSE NA INFÂNCIA

Drauzio – Certas tendências comportamentais podem ser observadas já nas crianças pequenas. Às vezes, na mesma família, desde cedo dois irmãos demonstram atitudes opostas diante dos compromissos. Um precisa ter o material arrumado, a lancheira organizada e o uniforme em ordem bem antes de sair para a escola. O outro deixa tudo para a última hora e não se mostra nem um pouco preocupado. Não se pode atribuir apenas à educação essa forma diferente de encarar os compromissos, você não acha?

Alexandrina Meleiro – Não é só a educação, mas é também a educação que interfere nessa forma de agir. Às vezes, nos deparamos com dois irmãos, gêmeos até, um muito sossegado e o outro extremamente agitado. É uma característica individual, uma exigência interna. Por isso, diante de um mesmo evento cada um reagirá a seu modo. Todos temos, porém, uma maquininha de fabricar estresse. O irmão que precisa ter tudo em ordem antes de se arrumar para a escola demonstra uma necessidade de perfeição, de ser organizado para sentir-se bem que o outro desconhece. Pouco importa para quem não é exigente se a camisa está abotoada, os tênis limpos, o lanche bem arrumado. Se, em geral, os desligados tendem a usufruir melhor qualidade de vida, são eles que penam para sobreviver no mercado competitivo de trabalho. Por isso, o importante é aprender a adequar-se às exigências. Nem ser o menino que quer tudo perfeito nem o relaxado que não se abala com nada.

Drauzio – Quer dizer que esse que não arruma o material escolar, provavelmente será o que terá problemas com o banco mais tarde?

Alexandrina Meleiro – Não necessariamente, porque ele pode mudar de comportamento. Caso contrário, é bem provável que tenha sérios aborrecimentos, porque o mundo não perdoa nem é complacente. Se os pais não souberem dizer não para filhos, se não lhes ensinarem um mínimo de organização, não os estarão preparando para a vida. Por outro lado, se forem exigentes demais, podem estar estimulando o estresse do filho. Vamos analisar casos extremos diante do exame vestibular. O desorganizado não consegue estruturar-se para estudar e, na hora da prova, se perde entre as questões. O outro, apesar da boa perfomance intelectual que demonstrou ao longo da vida escolar, tem um lapso de memória e não consegue lembrar-se do que estudou.

Drauzio – Isso é estresse?

Alexandrina Meleiro – Isso é uma exigência interna decorrente do estresse, da cobrança que ele se impõe na vida, diante das coisas que executa e faz. E se pensarmos que só os adultos estão sujeitos a desenvolver esse quadro, estaremos enganados. As crianças estão cada dia mais estressadas. Elas vão para a escola, estudam línguas estrangeiras e informática, fazem natação, balé, judô e não têm tempo para mais nada. É preciso desde cedo aprender a organizar a vida. Sem dúvida, o trabalho é essencial na vida de adultos e crianças, mas não é tudo. Todos precisam de lazer e a maioria das pessoas estressadas não sabe sentir prazer. Muitos não se permitem gozar a satisfação de ter completado uma tarefa, seja ela qual for. Sentir prazer ameniza o impacto do estresse. Nós temos sempre que pensar no lado positivo das coisas. Isso ajuda os neurotransmissores a não detonar nosso organismo. Se houve uma enchente na marginal e o trânsito estava engarrafado, ter seguro para consertar o carro ou escapar ileso da confusão já é uma grande conquista. Se formos capazes de olhar o lado positivo, mesmo que tudo pareça muito complicado, é um caminho para encontrar uma saída. Na verdade, construímos nosso destino e garantimos a qualidade de nossas vidas de acordo com o modo de enfocar possíveis contratempos.

NÍVEIS DE EXIGÊNCIA

Drauzio – Quando está brincando, a criança exterioriza uma felicidade de dar inveja. Ela não está preocupada com a escola nem com a lição de casa sem fazer. Curte aquele momento. Com o adulto é diferente. Os momentos felizes duram pouco, porque logo está preocupado com problemas, às vezes, insolúveis. A que se deve essa insatisfação permanente do adulto?

Alexandrina Meleiro – Em geral, essa insatisfação permanente que os adultos carregam como um fardo deriva do aprendizado de um comportamento. A criança não está preocupada com as tarefas, mas a mãe, o pai e os professores cobram que sejam feitas no prazo certo e com capricho. Essa cobrança vai sendo internalizada e, em dado momento, ela passa a cobrar de si mesma um desempenho impecável e perde essa coisa gostosa da infância que é sentir-se feliz e nada mais. Alcançar sempre a perfeição é um objetivo estressante e quase impossível. E as pessoas se torturam por causa disso. Esses extremos de cobrança aumentam o nível de estresse e favorecem a adição de drogas, do álcool, os quadros de depressão, ansiedade e somatização.

Drauzio – O estresse pode ser uma doença crônica. Como os estados de agitação e desânimo podem evoluir para o estresse?

Alexandrina Meleiro – O estresse age como os cupins que vão roendo a madeira até sobrar só uma capa externa de verniz. Quando nos damos conta, ele já danificou vários órgãos, comprometeu a performance profissional e o relacionamento dentro e fora de casa. Não importa o que o tenha provocado. Ele interfere em todas as áreas porque as pessoas não são constituídas por departamentos estanques. A primeira reação é de enfrentamento. Depois, o organismo opõe resistência ao estímulo, produz menos adrenalina e glicose para vencer o obstáculo, entra num processo de falência e surgem as doenças. Por isso, é importante as pessoas estarem alerta para o que compromete sua qualidade de vida.

RELAÇÃO ENTRE ESTRESSE E ÁLCOOL

Drauzio – Qual a relação entre o estresse e o álcool?

Alexandrina Meleiro – O trânsito está congestionado, as pessoas param no bar e tomam uma cerveja. Aproxima-se a hora da reunião com a diretoria ou de falar em público, um uísque ajuda a criar coragem. O álcool funciona como um grande ansiolítico. Se possui esse lado angelical – amenizar a ansiedade em certos momentos -, tem também um lado diabólico: a necessidade de recorrer ao álcool aumenta sistemática e gradativamente e inúmeros prejuízos decorrem de seu uso crônico. É muito comum em profissões de maior impacto de estresse, a existência de um número grande de etilistas. Por quê? Porque diante de situações que não sabe administrar, a pessoa recorre ao álcool (e a outras drogas, como maconha, cocaína, energizantes, etc.) para se anestesiar, criando, assim, uma fantasia de bem-estar com consequências potencialmente desastrosas.

Drauzio – Que profissões são essas?

Alexandrina Meleiro – Em geral, as profissões de maior impacto de estresse são as que lidam com o ser humano, nas quais a interrelação pessoal é permanente. Médicos, professores, jornalistas são exemplos de gente que não pode falhar. Recentemente, os policiais passaram a engrossar esse grupo, assim como as pessoas que trabalham em bolsas de valores e em bancos por causa da instabilidade do sistema financeiro. Outro dia me perguntaram se as donas de casa estariam livres do estresse. Não estão. Gerir uma casa com orçamento minguado e múltiplas responsabilidades as tornam sujeitas a cargas maciças de estresse.

Drauzio – Algumas têm mais atribuições que o alto executivo de uma empresa.

Alexandrina Meleiro – Exatamente. Elas têm de administrar o orçamento, orientar os filhos que estão também estressados com os trabalhos da escola, acalmar o marido que chega de mau humor porque brigou com o chefe. Muitas ainda trabalham fora e procuram dar conta da dupla jornada com profissionalismo. Na verdade, geralmente a mulher é a pessoa que mais trabalha na família. Não tem folga nos fins de semana nem nos feriados. A dona de casa acaba sendo o centro de tudo. Todas as pancadas recaem sobre ela. Há tempos, uma pesquisa espanhola comparou os níveis de estresse em homens e mulheres. A não ser na infância, independentemente da profissão, na faixa etária entre 30 e 40 anos, o nível de estresse feminino era de 6% a 10% maior do que o masculino. Uma matéria publicada pela revista Veja destacou a vida de grandes executivas que tinham de conciliar o cuidado com os filhos e as atividades profissionais. Raramente os pais dessas crianças deixavam de trabalhar para levá-las ao médico. Isso era responsabilidade das mães. Se cabe a elas tanta responsabilidade, é preciso que aprendam a gerenciar suas vidas para transformar essa fonte de estresse em fonte de prazer.

PROFILAXIA DO ESTRESSE

Drauzio – Que conselhos você dá para prevenir o estresse?

Alexandrina Meleiro – O primeiro passo é identificar a causa do estresse e verificar se é possível afastá-la. Se não for, é preciso criar estratégias para resolvê-la. Às vezes, a solução encontrada não é a ideal, mas é a que se pode pôr em prática naquele momento. Além disso, horas de sono e de lazer para reduzir os níveis constantes de adrenalina também são boa medida profilática. A atividade física, mas sem cobrança de desempenho perfeito, é fundamental nesse processo e curtir alguns hobbies ajuda muito desde que não estejam relacionados com o trabalho do dia a dia. Se sou médica, vou me distrair fazendo crochê, tricô ou pintura para meu cérebro descansar nesse período. Acima de tudo, a pessoa não deve automedicar-se. Incluo nisso o álcool que anestesia, os tranquilizantes e os analgésicos. Se a pessoa não conseguir controlar os níveis de estresse sozinha, deve procurar ajuda profissional.

Drauzio – Acredito que os mediadores produzidos pelo estresse são consumidos pelo exercício físico. Era o que acontecia quando o homem encontrava um leão pela frente. Ou ele lutava ou saía correndo. De qualquer forma, estava consumindo os mediadores liberados pelo estresse. Por isso, andar, subir escadas, movimentar-se, enfim, têm um papel crucial no combate ao estresse, você não acha?

Alexandrina Meleiro – Sem dúvida. A atividade física ajuda a neutralizar a ação dos neurotransmissores que são liberados pelo estresse, porque nosso organismo tem uma fábrica excelente de endorfina. Se fizermos exercícios, quaisquer que sejam eles, por mais de 20 minutos, o nível de endorfina, principalmente no cérebro, aumenta e isso proporciona uma sensação de bem-estar. Na época em que o professor Jatene era ministro da Saúde, dizia que, quando a coisa pegava fogo, saía andando pelo Ministério para baixar o nível de adrenalina e liberar endorfina a fim de refletir melhor para tomar medidas acertadas.

Fonte: Dr. Drauzio Varella

Alexandrina Meleiro – médica psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo | Entrevistada por Dr. Drauzio Varella

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5 dicas para Superar os Medos

Enviado em 20 de jun de 2013, sob Ansiedade, Psicanálise, Sentido de vida

“Engana-se aquele que crê poder superar seus temores renegando-os. Também se engana quem pensa em confrontá-los a fim de findá-los. Em ambos os casos o que existe é apenas a permanência do medo. Ele é uma criação perpetuada no reino das emoções, logo sua dissipação naturalmente não se dá por si só. Da mesma forma, confrontá-lo é realimentá-lo, pois é disso que ele vive. […] Para vencer o medo é necessário aceitá-lo, pois sendo sua própria cria, renegá-lo ou confrontá-lo é ferir o próprio filho. O medo existe e continuará existindo a menos que você o eduque e o transforme em algo melhor. Deste modo, reconhecê-lo como existente é o primeiro passo […]”

Cada criação mental, quando mantida consistente por determinado período, ganha vida no reino das idéias ou no reino das emoções. Logo, seus temores, suas angústias, seus apegos e suas raivas tornam-se concretos no seu campo existencial. Todo o seu poder, toda a sua energia preenche essas criações dando-lhes “vidas próprias”.

Assim, o ato de sua criação já está consumado. O que agora existe, não deixará de existir por si só, não irá desvanecer a menos que você interceda. Negar o que está feito é uma atitude inútil, pois sua criação mental/emocional continuará existindo e ligada a você. Não é porque você não vê que algo deixa de existir. E cedo ou tarde ambos vão se reencontrar e você sairá novamente ferido.

O que você deve fazer é encarar seus medos, apegos, angústias e tristezas de frente. Olhá-los de forma convicta e reconhecê-los como existentes. Em seguida, comece então a procurar entender o porquê de sua existência, o porquê de sua origem, o porquê de você ainda estar vinculado a eles.

A menos que você entenda o porquê de tê-los criado, jamais poderá abstraí-los, transcendê-los, sublimá-los.

5 dicas para Superar os Medos:

1. Aceitá-lo

Engana-se aquele que crê poder superar seus temores renegando-os. Também se engana quem pensa em confrontá-los a fim de findá-los. Em ambos os casos o que existe é apenas a permanência do medo. Ele é uma criação perpetuada no reino das emoções, logo sua dissipação naturalmente não se dá por si só. Da mesma forma, confrontá-lo é realimentá-lo, pois é disso que ele vive.

Existe algo que suporta toda a matéria e tudo o que dela provém. É um fluxo constante, como a correnteza de um rio. Quando esse fluxo é bloqueado, diz-se que se está distorcendo a natureza da própria existência. Bem-aventurados são os que o compreendem e seguem-no em harmonia e paz. Quando isso é aprendido, o homem torna-se senhor de sua vida, pois não está mais contra a natureza.

Logo, ele compreende que para vencer o medo é necessário aceitá-lo, pois sendo sua própria cria, renegá-lo ou confrontá-lo é ferir o próprio filho. O medo existe e continuará existindo a menos que você o eduque e o transforme em algo melhor. Deste modo, reconhecê-lo como existente é o primeiro passo para instruí-lo corretamente, recolocando-o de volta a favor do Dharma, do fluxo da Criação.

2. Conhecê-lo Profundamente

Dizia-se que na antiga arte da guerra, a tarefa principal do estrategista era a de conhecer o inimigo para então poder derrotá-lo. Aqui não há guerra, não há luta, não há conflito. Todavia, mesmo numa atitude pacífica ainda se faz necessário conhecer aquele o qual se deseje instruir. “Vencer o medo” é apenas uma alegoria. De fato, o que se pretende é purificá-lo, transformando-o em outra coisa.

Conhecê-lo não é apenas no reino da superficialidade, mas em todas as nuances na qual ele age e por quais razões o faz. É preciso desmistificá-lo, destrinchá-lo a fim de entendê-lo de maneira profunda. Sendo parte de você, sendo sua cria, o mínimo que lhe é pedido pela naturalidade da situação é que conheça seu filho.

Saiba por que ele surge, por que ele está sempre à espreita, por que você ainda não foi capaz de superá-lo. Conheça-o como a você mesmo.

3. Desvendar Sua Origem

Tudo o que é da matéria, tudo o que é do limitado tem uma origem. A própria manifestação tem uma origem. Logo, para instruir o seu medo a fim de sublimá-lo é necessário ir fundo e desvendar sua origem. Em algum momento o medo foi criado. No instante de seu nascimento, sua inconsciência permitiu que esta cria se tornasse senhora de seu criador, você. Volte no tempo e tente encontrar o momento exato em que o medo surgiu.

Isso abrirá seus olhos para uma nova perspectiva, a do observador distante. Entenderá, deste modo, o quão tolo foi ao aceitar a vinda desta criação para sua vida, uma vez que os motivos, agora a olhos distantes, são pueris e, quem sabe, néscios.

Compreender a origem do medo é saber o ponto exato em que o sentimento da verdade, do não-medo, deixou de existir. E trazer de volta, ou reavivar, tal verdade, tal sentimento torna-se muito mais simples quando sabemos exatamente do que se trata.

4. Entender Suas Implicações

O medo traz diversas implicações que só podem ser compreendidas quando se tem total aceitação sobre ele e total conhecimento a respeito de sua personalidade e origem. Logo, após estar ciente do que o medo é e de onde ele surgiu, você será capaz de olhar de forma contumaz e atenta para todos os efeitos colaterais advindos dele.

Entender essas implicações traz de volta a razão, uma vez que agora, consciente do que está acontecendo, pode-se compreender que nada do que se origina do medo deveria estar presente em sua vida. A paranóia, a ansiedade, a irritação, a reclusão, o cansaço, a ignorância, tudo isso são implicações do medo. Identificá-las só é possível através dos três estágios citados acima.

Logo, fica bastante evidente que não existe nenhum benefício para que o medo continue instalado em sua vida. Essa constatação não é superficial ou mental, mas profunda. Aqui já se está pronto para sublimá-lo.

5. Positivá-lo

Uma vez que esteja completamente cônscio de que o medo não tem motivos para estar em sua vida, o próximo passo é de uma simplicidade absurda. Trata-se de olhá-lo profundamente nos olhos e amá-lo verdadeiramente. Isso só é possível após aceitá-lo e compreendê-lo em todas as suas variantes, pois se percebe o quão frágil ele é, assim como você o fora.

 

Naturalmente, de maneira silenciosa, ele irá desvanecer por completo. Ao notar-se sem qualquer motivo para existir, tende a dissipar-se, pois só pode existir como medo. Ao transformar-se em coragem, já não mais é o que era. Diz-se que ele foi sublimá-lo. Ao não ter mais motivos para existir e mesmo assim recebendo amor de seu criador, o medo se transforma em sua contraparte. Esse então é o desapego amoroso.

 

Logo, de forma natural, silenciosa e pacífica, o medo desaparece e jamais tornará a nascer, uma vez que cada medo é um ser individual e único. Quem aprende a transformar seus temores, desejos, anseios, tristezas e raivas em suas contrapartes, torna-se seu próprio mestre. Isso é alquimia interior.

Fonte: Liberte-se do Sistema

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Ciúmes excessivo: Quando é normal e quando é patológico?

Enviado em 25 de abr de 2013, sob Relacionamentos

Por Isabella Franzoni

O ciúmes excessivo é um assunto bastante sério que, caso não receba devida atenção pode comprometer a saúde e bem-estar de uma relação (seja ela amorosa, familiar, de amizade ou trabalho), levando do desgaste ao fim do relacionamento.

Além do simples ciúmes (zelo, cuidado), estão envolvidos sentimentos de insegurança, baixa auto-estima, sensação de estar sendo enganado, possessividade, fixação, que, para uma melhor qualidade de vida e de relacionamento merece ser tratado e investigado.

Muitas vezes, a pessoa tem ciência de seus sentimentos e dificuldades, mas mesmo assim não consegue controlar os pensamentos e atitudes destrutivas do ciúmes para relação. Nesse caso, é essencial que procure auxílio profissional para investigar e entender as razões deste sentimento, e porque é tão dominado por ele.

A Psicanálise trabalha o autoconhecimento, o fortalecimento interno, e busca as causas desse sentimento tão forte e desgastante, tanto para quem sente quanto para quem é vítima do ciúmes excessivo.

“O ciúmes é bom enquanto ele tempera o relacionamento; enquanto ele faz com que o companheiro se sinta querido e protegido. Ele deixa de ser saudável quando começa a sufocar a outra pessoa, e sufocar até quem sente o ciúmes, porque este também sofre muito. ” (Régia Prado/Alternativa Saúde – GNT)

“As pessoas ficam com a gente porque oferecemos algo de bom para elas, e não porque nós temos uma posse sobre ela. O ciúmes excessivo é uma falta interna, e ninguém pode repor isto pra você, além de você mesmo” (Alternativa Saúde – GNT)

Fonte: Alternativa Saúde (GNT) / YouTube | Vídeo: Vida Melhor Entrevista / Fonte: YouTube

 

Para maiores informações e agendamento da sessão, entre em contato
pelo Whatsapp 47 9 8441 7817 ou e-mail isabellafranzonipsi@hotmail.com 

Isabella Franzoni – Psicanalista

Saúde Mental Integrativa e Autoconhecimento

Ansiedade, Depressão, Dificuldade de Relacionamentos, Transtornos alimentares e Sexualidade

Atendimento psicanalítico individual, online ou presencial em Balneário Camboriú.

Agende sua sessão e dê o primeiro passo para uma vida mais feliz e equilibrada!

 


 

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Dificuldade para manter o peso conquistado: como superar o efeito sanfona?

Enviado em 14 de abr de 2013, sob Compulsão alimentar

Por Roberta dos Santos Silva

Efeito sanfona é o ato de engordar e emagrecer repetidas vezes.Esse efeito normalmente acontece após dietas muito restritivas, pois a pessoa não agüenta manter por muito tempo essa alimentação e volta a comer em excesso, voltando de novo ao peso indesejado.

Muitas pessoas passam a vida inteira tentando emagrecer, ou seja, sonham com um corpo escultural e fazem milhões de dietas para conseguir o seu objetivo. Só que muitas vezes não pensam na saúde, pagando qualquer preço para ter apenas um corpo bonito.

“Isso porque a pessoa não muda seus hábitos alimentares inadequados e acaba retornando ao seu peso. Após tantas oscilações de peso, o organismo acaba criando maior resistência a emagrecer e manter o peso desejado se torna cada vez mais difícil.”

Para que isso não aconteça, é preciso incorporar certos hábitos alimentares porque ninguém consegue passar a vida inteira fazendo dietas, comendo só sopas, só frutas ou tomando medicamentos.

Mas por que ocorre o efeito sanfona?

As nossas células de gordura são formadas ainda na infância e quando se come muito e de forma desequilibrada, estas células incham, se dividem e aumentam. Essas células não são perdidas quando engordamos, elas permanecem no nosso corpo.

O cérebro interpreta a eliminação de peso como uma ameaça à integridade do organismo e “queima” menos calorias, ou seja, o metabolismo se torna mais lento. É uma forma de preservação, para que o peso perdido possa voltar. É assim que ocorre o efeito sanfona. Como o cérebro tende a manter o maior peso adquirido é preciso manter o mesmo peso por um tempo relevante para que o organismo se adapte a esse novo peso.

“As pessoas devem se conscientizar que estar acima do peso é um problema sério e que deve ser tratado de forma equilibrada e consciente, respeitando o corpo e suas necessidades.”

O efeito sanfona também causa sérios riscos à saúde. Como o enfraquecimento do sistema imunológico, doenças coronarianas, hipertensão, colesterol elevado e outras dislipidemias.

Para sair do efeito sanfona é importante deixar as dietas de lado e manter uma alimentação equilibrada para o resto da vida. As vantagens são inúmeras, desde que você mantenha a nutrição adequada das células, para que exerçam suas funções corretamente.

O lado ruim é que emagrecer com saúde leva mais tempo e requer maior disciplina e força de vontade já que o organismo precisa se adaptar à nova alimentação.

Alguns estudos relacionam o efeito sanfona com riscos para saúde, como um sistema imunológico mais prejudicado e risco para doenças coronarianas, hipertensão, colesterol elevado e outras dislipidemias. Para evitar tais doenças é fundamental ter bons hábitos alimentares e praticar atividade física regularmente. Assim, ocorre a manutenção do peso desejado, que se estende por toda a vida.

Texto extraído do site Mais Equilíbrio em 14 Abril de 2013.

Por Roberta dos Santos Silva (Nutricionista-chefe do programa Cyber Diet, formada pela Universidade Católica de Santos CRN-3 14.113)

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Psicanálise – Saiba mais

Enviado em 19 de mar de 2013, sob Psicanálise

Psicanálise é um método terapêutico, eficiente no auxílio, prevenção e tratamento de:

•  Ansiedade                 ….,,,,,,,,,………………. • Depressão

•  Obesidade                                                           • Traumas

•  Fobias                                                                  • Estresse

•  Medos                                                                  •  Insegurança

•  Doenças psicossomáticas           ……  …  . •  Bloqueios emocionais

•  Angústias                                                           •  Transtorno/Síndrome do pânico

•  Baixa auto-estima                    ...     …    . • Dificuldade para emagrecer

•  Compulsão alimentar                       …..   .. . • Bulimia

•  Anorexia                                     …………….. . •  Distúrbios alimentares

•  Dificuldade de relacionamento     ………… • Sexualidade

•  Timidez                                                                   • Vícios

•  Conflitos familiares, crises   …………           .. • Sentimento de inferioridade

•  Transtorno Obsessivo Compulsivo – TOC    • Estresse Pós-Traumático

• Transtorno Bipolar – Humor                             • Perfeccionismo

•  Sentimento de culpa                   …. ……    .. • Agressividade

•  Desânimo                                                           • Depressão pós-parto

Perturbações do sono (insônia, agitação, sono não reparador)

Falta de interesse pela vida                           • Pensamentos suicidas

• Tristeza profunda, sentimento de vazio

•  Incertezas                                             .          .. • Dúvidas persistentes

•  Dificuldade de se expressar           ..       … • Medo de falar em público

•  Neurose de fracasso           ………….       . • Saúde fragilizada, baixa imudade

•  Dismorfia Corporal  – Transtorno dismórfico corporal   •   Fobia social

•   Medo de dirigir                                                •  Bullying

•  Tensão profissional, insatisfação     • Pensamentos catastróficos, pessimismo

•  Depressão pós-parto          • Transtornos do sono (bruxismo, apertamento dos dentes, insônia, ATM)

• Desenvolvimento pessoal

Perturbações somáticas de origem psíquica, tais como:

•  Pele – Vitiligo, psoríase, urticária, escoriação neurótica, irritação, alergias, coceiras, vermelhidão

•  Fala – Gageira

•  Cabeça – Enxaqueca, dores, cefaléia

•  Vertigens, tonturas, indisposição

•  Doenças do trato respiratório – Alma, bronquite

• Gastrointestinal – Diarreia, úlcera, gastrite, retocolite

• Fibromialgia

•  Paralisias

• E outros não provocados por motivos orgânicos, mas por um conflito intrapsíquico

Perturbações sexuais, tais como:

•  Disfunção erétil (dificuldade para obter ou manter ereção suficiente para o intercurso sexual)

•   Impotência, ejaculação precoce

•   Disfunção sexual masculina 

•  Disfunção sexual feminina (vaginismo, anorgasmia, baixa libido, repressão sexual, frigidez)

•   Nervosismo, insegurança

•   Insatisfação sexual

•   Inibição – Sentimento de culpa, vergonha

•   Frigidez – Falta de interesse no ato sexual, baixa libido

•   Experiências traumáticas

•   Aversão sexual, fobia

•    Masoquismo, sadismo

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Isabella Bovendorp - Psicanalista | Balneário Camboriú - SC

Fone:. (47) 8441. 7817

E-mail: isabellabovendorp@gmail.com

Rua 3300, Nº 360 – Sala 507 | Edifício Empresarial West Side

Balneário Camboriú – SC

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Coragem e Medo – Por Osho

Enviado em 02 de jan de 2013, sob Sentido de vida, Trabalho e Carreira

A palavra coragem é muito interessante. Ela vem da raiz latina cor, que significa “coração”.

Portanto, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, somente os fracos, vivem com a cabeça; receosos, eles criam em torno deles uma segurança baseada na lógica. Com medo, fecham todas as janelas e portas – com teologia, conceitos, palavras, teorias – e do lado de dentro dessas portas e janelas, eles se escondem.

O caminho do coração é o caminho da coragem. É viver na insegurança, é viver no amor e confiar, é enfrentar o desconhecido. É deixar o passado para trás e deixar o futuro ser. Coragem é seguir trilhas perigosas. A vida é perigosa. E só os covardes podem evitar o perigo – mas aí já estão mortos. A pessoa que está viva, realmente viva, sempre enfrentará o desconhecido. O perigo está presente, mas ela assumirá o risco. O coração está sempre pronto para enfrentar riscos; o coração é um jogador. A cabeça é um homem de negócios. Ela sempre calcula – ela é astuta. O coração nunca calcula nada.”

Por: OSHO

 


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Coragem para ser Feliz – Por Osho

Enviado em 11 de nov de 2012, sob Sentido de vida

Coragem para ser Feliz, por Osho

Continuamos a perder muitas coisas na vida só por causa da falta de coragem. Na verdade, nenhum esforço é necessário para conquistar – só é preciso coragem – e as coisas começarão a vir até você, em vez de você ir atrás delas. Pelo menos no mundo interior é assim.

“E para mim, ser feliz é a maior coragem. Ser infeliz é uma atitude muito covarde. Na realidade, para ser infeliz, não é preciso nada. Qualquer covarde pode ser, qualquer tolo pode ser. Todo mundo é capaz de ser infeliz; para ser feliz é preciso coragem – é um risco tremendo.”

Não temos o costume de pensar assim. Nós pensamos: “ O que é preciso para ser feliz? Todo mundo quer ser feliz.” Isso está absolutamente errado. É muito raro uma pessoa estar pronta para ser feliz – as pessoas investem tanto na infelicidade! Elas adoram ser infelizes. Na verdade, elas são felizes por serem infelizes.

Há muitas coisas para se entender – sem entendê-las é muito difícil se livrar da mania de ser infeliz. A primeira coisa é: ninguém está prendendo você; é você que decidiu ficar na prisão da infelicidade. Ninguém prende ninguém. O homem que está pronto para sair dela, pode sair quando quiser. Ninguém mais é responsável. Se uma pessoa é infeliz, é ela mesma a responsável. Mas a pessoa infeliz nunca aceita a responsabilidade – é por isso que continua infeliz. Ela diz: “ Estão me fazendo infeliz” .

Se outra pessoa está fazendo com que você seja infeliz, naturalmente não há nada que você possa fazer. Se você mesmo está causando a sua infelicidade, alguma coisa pode ser feita… alguma coisa pode ser feita imediatamente. Então ser ou não ser infeliz está nas suas mãos. Todavia as pessoas ficam jogando nos outros a responsabilidade – às vezes na mulher, às vezes no marido, às vezes na família, no condicionamento, na infância, na mãe, no pai… outras vezes na sociedade, na história, no destino, em Deus – mas não param de jogar nos outros. Os nomes são diferentes, mas o truque é sempre o mesmo.

“Um homem torna-se realmente um homem quando aceita a responsabilidade total – é responsável pelo quer que seja. Essa é a primeira forma de coragem, a maior delas.”

É muito difícil aceitá-la porque a mente vai continuar dizendo: “Se você é responsável, porque criou isso?”. Para evitar isso, dizemos que os outros são responsáveis: “O que eu posso fazer? Não tem jeito… sou uma vítima! Sou jogado daqui para ali por forças maiores que eu e não posso fazer nada. Posso no máximo chorar porque sou infeliz e ficar ainda mais infeliz chorando”. E tudo cresce – se você cultiva uma coisa, ela cresce. Então você vai cada vez mais fundo… mergulha cada vez mais fundo.

“Ninguém, nenhuma outra força, está fazendo nada a você. É você e só você.”

Isso resume toda a filosofia do karma – que é o seu fazer; karma significa ‘fazer’. Você fez e pode desfazer. E não é preciso esperar, postergar. Não é preciso tempo – você pode simplesmente pular fora disso.

Mas nós nos habituamos. Se pararmos de ser infelizes, nos sentiremos muito sozinhos, perderemos nossa maior companhia. A infelicidade virou nossa sombra – nos segue por toda a parte. Quando não há ninguém por perto, pelo menos a infelicidade está ali presente – você se casa com ela. E trata-se de um casamento muito, muito longo; você está casado com a sua infelicidade há muitas vidas.

Agora chegou a hora de se divorciar dela. Isto é o que eu chamo de a grande coragem – divorciar-se da infelicidade, perder o hábito mais antigo da mente humana, a companhia mais fiel.

OSHO, The Buddha Disease, # 27


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Vontade de comer doce: O que fazer para que isso não prejudique seu emagrecimento?

Enviado em 26 de jun de 2011, sob Compulsão alimentar

Por Isabella Bovendorp

“Quando tiver vontade de comer doces, coma algo que também te alimente!”

Nos momentos em que isso acontecer tente dar prioridade há “doces” do tipo que também podem te alimentar por exemplo: um pedaço de bolo; pipoca doce; um pão com sua geléia preferida; uma fruta suculenta… Tente fugir dos chocolates e das sobremesas que vão saciar a sua ansiedade do doce, mas que dentro de poucas horas você sentirá fome novamente. Isso te levará a ingerir mais alimento, agora por conta de uma fome real, prejudicando seu processo de emagrecimento.

Os tipos “doces que alimentam” podem aliviar sua vontade e também saciar a sua fome física por algumas horas. Passar fome é um dos piores momentos do emagrecimento, pois gera irritabilidade, desconforto abnominal por conta da falta de alimento, fazendo com que a ansiedade se eleve e o processo de emagrecimento fique cada vez mais sacrificante. E sabemos que o caminho não é esse.

Essa é uma dica em caso de última necessidade a ser utilizada em casos isolados, não podemos levar isso como hábito (principalmente no início do processo de emagrecimento).

“Quando estiver comendo seu “doce” escolhido, tente saboreá-lo realmente, mastigando com calma, ingerindo pedaços bem pequenos de cada vez. Pois o prazer do gosto está no tempo que ele fica na nossa língua. Depois de ingerido não é possível mais sentir o seu sabor”

Lembramos que a vontade exagerada de comer doce é um sintoma de ansiedade e devemos investigar o motivo desse sentimento, tratando-o de maneira séria, adequada e profissional. Há casos em que é fundamental o auxílio de algum medicamento no início do tratamento, justamente porque a ansiedade está em um nível tão elevado que, apesar da força de vontade, a pessoa não tem controle sobre este desejo de comer doce (exageradamente), nem sobre as emoções que podem ter dado início à compulsão alimentar e a obesidade.

Está é apenas uma dica de emagrecimento, pois sabemos que muito provavelmente essa vontade virá. Então, comer um doce que sacie a sua fome, à outro que não sacie, é preferível a primeira opção..

Dúvidas e maiores informações entre em contato pelo fone – 47. 8441.7817 ou e-mail: isabellabovendorp@gmail.com. Ou se informe sobre a nossa consultoria de emagrecimento, realizada presencial e por Skype.

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Obesidade: Atriz Fabiana Karla comenta a compulsão alimentar!

Enviado em 26 de jun de 2011, sob Compulsão alimentar

Por Isabella Bovendorp
Fonte: EGO.com

Com aproximadamente 20 kg a menos a atriz Fabiana Karla comenta sobre os benefícios do emagrecimento e da alimentação equilibrada.

“Minha saúde melhorou, não tenho mais falta de ar no palco. As dores no joelho diminuíram”

“Consigo ousar em algumas roupas. Com um calor desses, ontem usei um shortinho e uma camiseta. Agora me sinto mais segura para usar vestidinhos com alça. Estou me liberando mais no figurino”

Fabiana também destaca a necessidade das pessoas e autoridades enxergarem a obesidade como uma questão de saúde pública; uma doença que requer tratamento adequado, tanto físico quanto psicológico. Pois como ela mesma afirma: “A comida, para quem tem compulsão, é uma droga”

Fabiana Karla: “Nosso país está obeso, o mundo está obeso, é preciso lidar com isso. Peça ajuda. A comida, para quem tem compulsão, é uma droga. As pessoas tratam isso como falta de vergonha, não como doença. Busque um profissional, garanta seu bem-estar”, aconselha atriz, ainda gordinha, porém mais saudável e muito mais feliz.

Fonte: www.ego.globo.com; 18 de abril/2011) | EGO (Globo.com)

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