Culpa e Maternidade: Como lidar?

Enviado em 18 de novembro de 2015, sob Maternidade

“Muitas mulheres voltam ao trabalho por necessidade financeira – mas, mesmo se este for o caso, é preciso que você valorize seu emprego, sua carreira, sua profissão. “Os próprios filhos vão se orgulhar de uma mãe profissional”, acredita a terapeuta Roberta Palermo. “É preciso manter a vida após a maternidade e continuar a ser mulher, além de mãe”. “Não adianta ficar 24 horas por dia em casa, ao lado do filho, e viver reclamando disso”. Ficar em casa amarga e infeliz, pela obrigação, só vai gerar problemas para a criança – você cria uma pessoa cheia de culpas e neuroses. Clarissa Passos

Por Isabella Bovendorp

Abaixo um dos melhores links que já encontrei sobre culpa, maternidade, estilo de vida, – mãe contemporânea.

É um tema tão delicado, difícil, envolve tantos sentimentos, e um dos, senão o mais belo e genuíno que é o amor de mães e filhos.

Justamente por ser um amor tão forte, é que se torna tão difícil de tratar em alguns momentos. Mas eu acredito fortemente que há um caminho!

Vivo isso constantemente na minha vida, essa busca pelo equilíbrio entre mãe, mulher e profissional, e percebo que quando estou em paz, meu filho está tranquilo e feliz. E isso acontece quando não estou me sentindo culpada, em falta, devendo à ele.

É uma linha bem tênue. As necessidades do bebê, da criança. Queremos cuidar tão bem que às vezes passamos do limite. Do nosso limite, e dos limites da criança. Nos assustamos com a possibilidade de estar em falta com nossos filhos de alguma forma e nos esquecemos de que eles precisam do básico e tão difícil: nossa presença, nossa verdade.

Assumirmos nossa maternidade, nosso amor, nos faz presente para nossos filhos.

A culpa geralmente vem atrelada à algo que você acha que está em falta. E isso precisa ser investigado para ver se tem fundamento real (um reajuste de rotina diária, insigths de modelo de criação, entre outros), ou está relacionado à uma crença interna ou a uma exigência excessiva de você com você mesma. À “modelos de mãe”, à mãe idealizada, à mãe romantizada, à comparação com a sua mãe. Que não se permite errar, e assim às vezes não consegue fazer o básico. Que se cobra tanto que na hora de estar tranquila com seu filho, não consegue, não está presente por alguma cobrança de que nunca é o suficiente.

Isso é enlouquecedor. E deixa a mãe muito triste, muito descontente.

Isso compromete a saúde e bem-estar da mãe, e também de seu filho.

Tudo que seu filho precisa é que você esteja bem, para assim fazer o bem pra ele. E o trabalho proporciona um bem-estar, uma realização pessoal, um sentido de vida. Alimenta a alma, você se sente parte de algo maior, e seu filho vai sentir isso.

Percebo que a culpa está muito relacionada ao trabalho, ou a se dedicar a outras atividades que geram prazer. É como se sentíssemos culpa por sentir prazer, sem que esse prazer esteja atrelado ao nosso filho naquele momento.

Esquecemos que tudo é uma coisa só. Nossa vida é uma só, e tudo isso faz parte da gente. Nosso filho está sempre presente, dentro da gente, no nosso coração, por mais que esteja na escola. A presença verdadeira é aquela que é sentida mesmo quando os dois estão separados, seja pela hora da escola, pela hora do trabalho, ou pela hora de dormir.

Em foco também:

• Mães que trabalham, ou que querem ter maior autonomia e liberdade, organização diária, diminuição do estresse nos cuidados com a criança. Satisfação diária e equilíbrio.

Abaixo, artigos relacionados:

1 .   10 dicas para voltar ao trabalho sem culpa

“Há maneira de se livrar da culpa que boa parte das mulheres que se tornam mães sentem na hora de voltar para o trabalho? Se não, é preciso ao menos não cair nas armadilhas deste sentimento comum e avassalador. “A mãe que fica culpada fica boba”, diz Roberta Palermo, terapeuta familiar, autora de “Babá/Mãe – Manual de Instruções” (Summus Editorial) e mãe de um menino de 8 anos – que foi para a escolinha com um ano e meio, enquanto Roberta retomava suas atividades. Conversamos com profissionais de diferentes áreas para reunir conselhos e dicas úteis para as mães deixarem a culpa para trás – e voltarem ao trabalho motivadas e dispostas. E assim, por que não, se aprimorarem também como mães.

2.    Filósofa francesa critica o mito da mãe perfeita em novo livro

“Desde a década de 70 as mulheres vêm tentando conciliar a maternidade à realização pessoal, lutando por direitos e liberdades até então característicos do mundo masculino. Porém, para a escritora e filósofa francesa Elisabeth Badinter, o passar do tempo não foi capaz de quebrar o “mito do maternalismo”, conceito baseado na existência do “instinto materno”, que deixou às mulheres uma ordem aparentemente inquestionável: é natural que elas sejam mães, e elas devem ser mães infalíveis. Mas e os desejos, anseios e vontades destas mulheres, onde ficam?”

3.      Filho não pode ser projeto de vida. A maternidade, sim!

“Algumas mães colocam nos filhos aspirações e projeções muito grandes, que são danosas para as crianças. Filho não pode ser projeto de vida de ninguém”, alerta Sheila Skitnevsky Finger, psicóloga e psicanalista e co-fundadora do Instituto Mãe Pessoa. Esperar alguns anos até ter condições financeiras suficientes para tê-los, repensar a carreira com a chegada da maternidade, reservar um tempo para ser mãe em tempo integral, curtir o momento pode até ser um projeto. “Mas o filho não. A criança é um novo indivíduo, que vai nascer com suas próprias capacidades e necessidades. Ela vai precisar apenas de instruções para construir o seu próprio mundo. E não de expectativas impostas pelos pais”, acrescenta Sheila.

4.    A mãe perfeita: idealização e realidade – Algumas reflexões sobre a maternidade.

“O ideal da mãe perfeita construído por cada sociedade em geral e por cada família, em particular, tem influências que podem ser positivas ou negativas para mulher e para a criança, assim como para todos de seu convívio íntimo. Muitas mulheres se sentem atormentadas por pensamentos acerca de estarem, ou não, sendo boas mães: ao mesmo tempo em que a sociedade lhes cobra […]

Em breve, mais artigos e materiais relacionados ao tema!

 

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