Detox digital para crianças e adolescentes – Por Jacqueline Vilela

Enviado em 17 de jan de 2017, sob Cursos e palestras

“Saber como equilibrar o uso das tecnologias é o mesmo que proteger o corpo e o cérebro do seu filho. É preservar o processo criativo, é dar a oportunidade para ele viver em harmonia entre o mundo real e o virtual.” Jacqueline Vilela

Detox Digital Jacqueline Vilela

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Liberte o seu filho do excesso de tecnologia em 21 dias.

O Programa vai fazer você:

• Eliminar o excesso de tecnologia: Se o seu filho já está exagerando na dose, você vai contar com um passo a passo completo sobre como fazer um detox na vida do seu filho e ver ele voltar a ter saúde, foco e concentração.

•  Equilibrar o uso da tecnologia: Se o seu filho ainda não abusa, mas você sente que não tem todas as ferramentas para garantir que o uso não se torne excessivo, o programa fornece um passo a passo para implementar uma vida tecnológica saudável em família, com dicas valiosas para uma rotina feliz.

•  Aprender estratégias para definir regras e limites de Uso: Para cada fase do seu filho, você vai aprender como estabelecer regras que funcionam e acordos que protegem contra os excessos. Além disso, vai poder baixar modelos de contratos para firmar com os filhos e de regras de uso poderosos!

•  Estar atualizado e bem informado: Você vai descobrir todos os efeitos da tecnologia para o cérebro e saúde do seu filho e ser atualizado sobre como os principais especialistas, do Brasil e do Mundo, orientam o uso das tecnologias nas famílias.

•  Ser um usuário Inteligente da Tecnologia Inteligente: Você vai saber como usar dispositivos digitais para ajudar a gerenciar, não assumir, sua vida e a vida do seu filho. Vai conseguir conseguir inserir a tecnologia como uma aliada, em perfeito equilíbrio com os valores na vida da família.

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Conteúdo programático:

Você terá acesso a um plano de ação completo de 21 dias para:
Identificar os sinais do excesso de tecnologia na vida do seu filho;
Entender os efeitos desse excesso e as consequências para a saúde;
Preparar a família e os envolvidos para eliminar o excesso de tecnologia;
Criar o plano de ação para Equilibrar o uso das tecnologias;
Passo a passo de como fazer a desintoxicação digital;
Saber o que esperar durante o Detox e como superar os obstáculos;
Traçar um plano pós Detox para manter a família inspirada e motivada;
Ter modelos de acordos eficientes para usar com os filhos;
Ter uma rota para cada fase da vida do filho;

 

Quero me inscrever. Acesse aqui.

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Culpa Materna – por Bianca Amorim

Enviado em 29 de nov de 2016, sob Cursos e palestras, Maternidade

PALESTRA: CULPA MATERNA

Você se sente culpada depois que se tornou mãe? Talvez essa palestra seja para você.

Ela pode te ajudar a definir, entender, refletir e amenizar esse sentimento que tanto aflige às mães.

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Palestra Culpa Materna Bianca Amorim Renascendo após a maternidade

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Bianca Amorim é MÃE do Davi (03 anos e 03 meses) e Lucas (19 meses). Profissionalmente, é Psicóloga perinatal no grupo A MAMA – assessoria em aleitamento materno e assistência materno infantil. Fundadora e facilitadora da roda de conversa Amamentar, que fornece apoio emocional às grávidas e lactentes, além de informação para toda sua rede de apoio.

É Life Coach certificada pela Sociedade Brasileira de Coaching desde 2012. Idealizadora do projeto “Renascendo após a maternidade”, onde direciona seus conhecimentos como Psicóloga, Coach e Mãe para outras mulheres que desejam se redescobrir depois do nascimento dos filhos.

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Quero adquirir a palestra Culpa Materna.

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Consultoria de Sexualidade Feminina

Enviado em 22 de set de 2016, sob Sexualidade

Sexualidade Feminina - Consultoria Online - Mitos, tabus e preconceitos

Consultoria de Sexualidade Feminina abordando dificuldades relacionadas a sexualidade, impedindo de você ter uma vida sexual ativa e saudável, e realização nas suas relações e com vocês mesmo.

Indicada para os seguintes casos ou dificuldades:

• Repressão sexual;

 • Sente-se diminuída e insegura enquanto mulher;

 • Baixa libido, falta de interesse pelo ato ou encontro sexual;

• Dificuldade de confiar; 

 • Dificuldade de se entregar ou sentir prazer;

 • Dificuldade de relacionamento com o parceiro;

 • Abuso sexual, ou violência, na infância ou adolescência;

• Dificuldade de lidar com o próprio corpo, se conhecer;

 • Culpa no ato sexual;

 • Educação sexual muito rígida e repressora na infância;

 • Comparação com outros casais ou contos sexuais;

 • Falta de experiência ou vergonha excessiva;

• Medos excessivos, bloqueios na hora da relação;

• Dores;

• Medos de não corresponder o parceiro;

• Dificuldade de relaxamento;

• Sente-se julgada e avaliada pelo parceiro, impedindo uma entrega na relação;

• Não consegue se concentrar no ato;

• Sente que a sexualidade é um assunto desnecessário, e que não faz falta ou diferença na sua vida;

• Entre outros.

Maiores informações, dúvidas e agendamento de consulta: isabellabovendorp@gmail.com ou (47) 9.8441.7817

Será um prazer contribuir com sua jornada. Conte conosco!

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Consultoria de Emagrecimento e Transtornos alimentares

Enviado em 20 de set de 2016, sob Bem-estar, Emagrecimento

Aqui vamos tratar de forma detalhada e aprofundada as principais questões relacionadas à dificuldade de perca de peso e manutenção do peso conquistado, tal como estabelecer uma relação de paz e harmonia com o próprio corpo. 

“Não adiantava perder peso se minha cabeça continuava gorda. O visível (corpo) ficava diferente; o invisível (mente) ficava igual. Até que um dia resolvi mudar. Mexer primeiro no invisível. Eu precisava trabalhar a minha cabeça para querer ser magra e essa força mental seria a base da minha transformação” (Lucília Diniz – Livro: O prazer de viver light)

Direcionado a pessoas com as seguintes dificuldades ou aspirações:

 • Dificuldade de emagrecimento

 • Dificuldade de manter-se no peso conquistado

 • Ansiedade alimentar

 • Obesidade

 • Compulsão alimentar – sente-se controlado pela comida

 • Dificuldade de fazer dieta

 • Obsessão e tristeza com o próprio corpo

 • Descontrole na hora da alimentação

 • Entre outros. Vamos te ajudar a descobrir!

_______________“Eu sei o que tenho que fazer mas não consigo fazer”.

Nessa abordagem vamos tratar as possíveis causas de você não estar “conseguindo” o seu objetivo, baseado em hábitos, crenças internas, auto-estima, medos, angústias, entre outros prováveis que estejam contribuindo para essa dificuldade.

Dúvidas e maiores informações: isabellabovendorp@gmail.com ou fone (47) 8441.7817

Atendimento presencial e por Skype.

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Suicídio e depressão – Informações e tratamento

Enviado em 16 de set de 2016, sob Sentido de vida

Huffpost Suicídio Setembro Amarelo Prevenção

Foto: Huffpost Brasil/Getty Images

Compartilhando neste espaço, especialmente neste mês de Setembro, em que se demonina #SetembroAmarelo, o mês dedicado a atenção e prevenção ao Suicídio e Depressão, alguns vídeos e artigos esclarecedores sobre a doença, com formas de tratamento e prevenção.

Realizamos em consultório um trabalho de tratamento à depressão e orientação, transtornos de ansiedade, síndrome do pânico e suicídio, e gostarias de compartilhar aqui alguns materiais que podem auxiliar na busca e tratamento.

Qualquer dúvida ou maiores informações escreva para: isabellabovendorp@gmail.com ou entre em contato pelo fone (47) 8441.7817

Declaração cantor Bruce Springsteen sobre o período de Depressão em que viveu.

Porque não falamos de suicídio? Reportagem de Huffpost Brasil

Uma conversa sobre suicídio., um convite à vida.

Quem pensa em suicídio pode mudar de idéia: O suicídio precisa de prevenção

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Em breve, mais informações.

 

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Orientação à pais de crianças e adolescentes: Como ajudar seu filho?

Enviado em 12 de maio de 2016, sob Maternidade, Relacionamentos

Orientação à pais e mães relacionada a educação de seus filhos ou relacionamento, sejam eles crianças, adolescentes ou adultos.

Dificuldades acerca de:

– Depressão pós-parto, insatisfação na maternidade ou paternidade, dúvidas sobre a educação, insegurança,

– Rebeldia, sentimento de não saber lidar com seu filho, agressividade, ou de não saber se fazer respeitada (o)

– Sentimento de impotência ou de não saber lidar com alguma dificuldade que o seu filho está passando.

Procure ajuda.

Ajuda aos filhos que estão passando por alguma dificuldade relacionada à:

– Bullying

– Envolvimento com drogas ou amizades inseguras

– Inseguranças da adolescência

– Medos de crianças, medos excessivos

– Medo de morrer, medo que os pais morram

– Medo de chuva, trovão, tempestade ou manifestações da natureza

– Bruxismo, sono interrompido, pesadelos, e medos irreais

– Dificuldade de fazer amigos, sente-se inferiorizado, diminuído ou desvalorizado

– Medo da escola, nervosismo excessivo

– Transtornos alimentares

– Bulimia, anorexia, compulsão alimentar, dismorfia corporal (percebe seu corpo e o julga diferente do que na realidade ele é)

– Julgamentos excessivos com relação a própria imagem

– Insegurança com o seu corpo e a sua forma de ser

– Tristeza, e importa-se muito com a opinião dos outros (amigos, escola, entre outros)

– Sexualidade

– Dúvidas de como lidar com a sexualidade do seu filho

– Insegurança ao explicar esse tema ou abordagem

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Contato: isabellabovendorp@gmail.com ou (47) 8441.7817

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Textos relacionados:

ENTENDENDO OS CONFLITOS ENTRE MÃES E FILHOS – Personare

O modo francês de educar os filhos revela: é preciso preservar os direitos dos pais – M de Mulher

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Sexualidade feminina: Disfunções sexuais – Tratamento

Enviado em 03 de maio de 2016, sob Sexualidade

Vídeos informativos, estudos e entrevistas relacionados à sexualidade feminina.

Como ter uma vida sexual saudável?

A seguir uma palestra (Parte 1) abordando alguns aspectos importantes da sexualidade feminina percebidos na prática clínica e que podem te ajudar a entender melhor o universo da mulher, contra mitos, preconceitos, cultura, valores, relacionamento e sexualidade.

O vídeo aborda de forma detalhada aspectos da sexualidade feminina vivenciados com base nos estudos e prática clínica, e os principais aspectos que dificultam a mulher de se sentir realizada neste aspecto.

Principais temas abordados:

– Liberdade sexual feminina

– Repressão sexual

– Baixa libido, baixo interesse pelo sexo

– Julgamentos dentro do casal

– Relacionamentos afetivos

– Naturalidade na sexualidade

– Diferença e igualdade entre os sexos feminino e masculino

– Casamentos x libido

– Relação com o próprio corpo

Entre outros.

.Dúvidas e maiores informações entre em contato pelo fone – 47. 8441.7817 ou e-mail: isabellabovendorp@gmail.com. Ou se informe sobre a nossa consultoria de sexualidade feminina, realizada presencial e por Skype.

 

Outros vídeos relacionados:

Parte 1: Entrevista Carmita Abdo – Psiquiatra e Sexóloga

 

Parte 2: Entrevista Carmita Abdo – Psiquiatra e Sexóloga

 

Parte 3: Entrevista Carmita Abdo – Psiquiatra e Sexóloga

Parte 4: Entrevista Carmita Abdo – Psiquiatra e Sexóloga

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Despersonalização ou Desrealização – Ansiedade | Informações e tratamento

Enviado em 11 de abr de 2016, sob Sentido de vida

Despersonalização ou desrealização Ansiedade GeneralizadaViemos hoje trazer uma questão comum e muito pouco falado: a Despersonalização ou Desrealização. Um transtorno de ansiedade extremamente prejudicial e apavorante para quem vivencia. E a melhor parte é que: tem cura.

Fique tranquilo.

Busque um bom psicoterapeuta, psicanalista ou psiquiatra para avaliar as reais condições em que a doença se encontra, os estágios e passos para o tratamento. Sim, tem tratamento.

“A despersonalização é um sentimento de não pertencimento, proveniente de um transtorno de ansiedade generalizada. É uma sensação horrível que faz o indivíduo perder a noção da própria vida, dos sentimentos, do valor da vida e da razão pelas quais faz as coisas do dia a dia. A ótima notícia é que tem cura. Você não está enlouquecendo ou perdendo a razão, você só está tomado por uma ansiedade sem limites (misto de depressão e fobia), mas com tratamento psicoterápico e dependendo do caso, inserção de alguma medicação leve e consciente, administrada por um psiquiatra sensível e competente, poderão te curar deste sentimento que tanto faz sofrer.” Isabella Bovendorp

“Sensação de não ter uma vida.”

Sua vida vale muito! Acredite nela e procure ajuda.

Maiores informações pelo telefone ou e-mail.

• 47.8441.7817 ou isabellabovendorp@gmail.com

Dicas de vídeos que podem ajudar a entender o caso:

Video 1 – https://youtu.be/ki6M352e_DI

Video 2 – https://www.youtube.com/watch?v=wQRrkDIPBiw 

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Análise presencial

Enviado em 29 de nov de 2015, sob Atendimento

Consulte informações – isabellabovendorp@gmail.com

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Culpa e Maternidade: Como lidar?

Enviado em 18 de nov de 2015, sob Maternidade

“Muitas mulheres voltam ao trabalho por necessidade financeira – mas, mesmo se este for o caso, é preciso que você valorize seu emprego, sua carreira, sua profissão. “Os próprios filhos vão se orgulhar de uma mãe profissional”, acredita a terapeuta Roberta Palermo. “É preciso manter a vida após a maternidade e continuar a ser mulher, além de mãe”. “Não adianta ficar 24 horas por dia em casa, ao lado do filho, e viver reclamando disso”. Ficar em casa amarga e infeliz, pela obrigação, só vai gerar problemas para a criança – você cria uma pessoa cheia de culpas e neuroses. Clarissa Passos

Por Isabella Bovendorp

Abaixo um dos melhores links que já encontrei sobre culpa, maternidade, estilo de vida, – mãe contemporânea.

É um tema tão delicado, difícil, envolve tantos sentimentos, e um dos, senão o mais belo e genuíno que é o amor de mães e filhos.

Justamente por ser um amor tão forte, é que se torna tão difícil de tratar em alguns momentos. Mas eu acredito fortemente que há um caminho!

Vivo isso constantemente na minha vida, essa busca pelo equilíbrio entre mãe, mulher e profissional, e percebo que quando estou em paz, meu filho está tranquilo e feliz. E isso acontece quando não estou me sentindo culpada, em falta, devendo à ele.

É uma linha bem tênue. As necessidades do bebê, da criança. Queremos cuidar tão bem que às vezes passamos do limite. Do nosso limite, e dos limites da criança. Nos assustamos com a possibilidade de estar em falta com nossos filhos de alguma forma e nos esquecemos de que eles precisam do básico e tão difícil: nossa presença, nossa verdade.

Assumirmos nossa maternidade, nosso amor, nos faz presente para nossos filhos.

A culpa geralmente vem atrelada à algo que você acha que está em falta. E isso precisa ser investigado para ver se tem fundamento real (um reajuste de rotina diária, insigths de modelo de criação, entre outros), ou está relacionado à uma crença interna ou a uma exigência excessiva de você com você mesma. À “modelos de mãe”, à mãe idealizada, à mãe romantizada, à comparação com a sua mãe. Que não se permite errar, e assim às vezes não consegue fazer o básico. Que se cobra tanto que na hora de estar tranquila com seu filho, não consegue, não está presente por alguma cobrança de que nunca é o suficiente.

Isso é enlouquecedor. E deixa a mãe muito triste, muito descontente.

Isso compromete a saúde e bem-estar da mãe, e também de seu filho.

Tudo que seu filho precisa é que você esteja bem, para assim fazer o bem pra ele. E o trabalho proporciona um bem-estar, uma realização pessoal, um sentido de vida. Alimenta a alma, você se sente parte de algo maior, e seu filho vai sentir isso.

Percebo que a culpa está muito relacionada ao trabalho, ou a se dedicar a outras atividades que geram prazer. É como se sentíssemos culpa por sentir prazer, sem que esse prazer esteja atrelado ao nosso filho naquele momento.

Esquecemos que tudo é uma coisa só. Nossa vida é uma só, e tudo isso faz parte da gente. Nosso filho está sempre presente, dentro da gente, no nosso coração, por mais que esteja na escola. A presença verdadeira é aquela que é sentida mesmo quando os dois estão separados, seja pela hora da escola, pela hora do trabalho, ou pela hora de dormir.

Em foco também:

• Mães que trabalham, ou que querem ter maior autonomia e liberdade, organização diária, diminuição do estresse nos cuidados com a criança. Satisfação diária e equilíbrio.

Abaixo, artigos relacionados:

1 .   10 dicas para voltar ao trabalho sem culpa

“Há maneira de se livrar da culpa que boa parte das mulheres que se tornam mães sentem na hora de voltar para o trabalho? Se não, é preciso ao menos não cair nas armadilhas deste sentimento comum e avassalador. “A mãe que fica culpada fica boba”, diz Roberta Palermo, terapeuta familiar, autora de “Babá/Mãe – Manual de Instruções” (Summus Editorial) e mãe de um menino de 8 anos – que foi para a escolinha com um ano e meio, enquanto Roberta retomava suas atividades. Conversamos com profissionais de diferentes áreas para reunir conselhos e dicas úteis para as mães deixarem a culpa para trás – e voltarem ao trabalho motivadas e dispostas. E assim, por que não, se aprimorarem também como mães.

2.    Filósofa francesa critica o mito da mãe perfeita em novo livro

“Desde a década de 70 as mulheres vêm tentando conciliar a maternidade à realização pessoal, lutando por direitos e liberdades até então característicos do mundo masculino. Porém, para a escritora e filósofa francesa Elisabeth Badinter, o passar do tempo não foi capaz de quebrar o “mito do maternalismo”, conceito baseado na existência do “instinto materno”, que deixou às mulheres uma ordem aparentemente inquestionável: é natural que elas sejam mães, e elas devem ser mães infalíveis. Mas e os desejos, anseios e vontades destas mulheres, onde ficam?”

3.      Filho não pode ser projeto de vida. A maternidade, sim!

“Algumas mães colocam nos filhos aspirações e projeções muito grandes, que são danosas para as crianças. Filho não pode ser projeto de vida de ninguém”, alerta Sheila Skitnevsky Finger, psicóloga e psicanalista e co-fundadora do Instituto Mãe Pessoa. Esperar alguns anos até ter condições financeiras suficientes para tê-los, repensar a carreira com a chegada da maternidade, reservar um tempo para ser mãe em tempo integral, curtir o momento pode até ser um projeto. “Mas o filho não. A criança é um novo indivíduo, que vai nascer com suas próprias capacidades e necessidades. Ela vai precisar apenas de instruções para construir o seu próprio mundo. E não de expectativas impostas pelos pais”, acrescenta Sheila.

4.    A mãe perfeita: idealização e realidade – Algumas reflexões sobre a maternidade.

“O ideal da mãe perfeita construído por cada sociedade em geral e por cada família, em particular, tem influências que podem ser positivas ou negativas para mulher e para a criança, assim como para todos de seu convívio íntimo. Muitas mulheres se sentem atormentadas por pensamentos acerca de estarem, ou não, sendo boas mães: ao mesmo tempo em que a sociedade lhes cobra […]

Em breve, mais artigos e materiais relacionados ao tema!

 

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Consultoria Online

Enviado em 16 de nov de 2015, sob Atendimento

Consultoria direcionada à assuntos específicos, realizada presencial e por Skype. Esta abordagem visa orientar e sanar dúvidas relacionadas à:

1.     Emagrecimento

 • Dificuldade de emagrecimento

 • Dificuldade de manter-se no peso conquistado

 • Ansiedade alimentar

 • Obesidade

 • Compulsão alimentar – sente-se controlado pela comida

 • Dificuldade de fazer dieta

 • Obsessão e tristeza com o próprio corpo

 • Entre outros. Vamos te ajudar a descobrir!

“Eu sei o que tenho que fazer mas não consigo fazer”. Nessa abordagem vamos tratar as possíveis causas de você não estar “conseguindo” o seu objetivo, baseado em hábitos, crenças internas, auto-estima, medos, angústias, entre outros prováveis que estejam contribuindo para essa dificuldade.

 

2.     Maternidade

 • Culpa de mãe

 • Dificuldade de unir trabalho e maternidade

 • Equilíbrio familiar, rotina, independência enquanto mãe e mulher

 • Dificuldade de estabelecer limites

 • Cobrança excessiva

 • Depressão pós-parto

 • Exigências sociais, e familiares

 • Interferência da família na educação 

 • Dificuldade de estruturar o dia-a-dia, com afazeres domésticos

 • Não se permite um tempo para si mesma

 • Mantém a idéia da “super mãe”, “mãe idealizada”, baseado em padrões da sociedade

 • Medo de ser má mãe

 • Triste enquanto mãe ou sobrecarregada, e não sabe o que fazer com isso

 • Sente-se triste e insegura diante de diversas situações

 • Recorre muito a sua mãe, ou a seus pais, e depois sente-se frustrada, controlada ou com suas capacidades de decisão comprometidas

 • Sente-se sempre “devendo” a seus pais por algum tipo de ajuda, suporte ou auxílio

 • Entre outros que possam estar dificultando sua felicidade na maternidade, se sentir plena, feliz, amando seu filho inteiramente, em paz, com tranquilidade, em harmonia com sua família. 

 

3.     Sexualidade

Abordando dificuldades relacionadas a sexualidade, impedindo de você ter uma vida sexual ativa e saudável, e realização nas suas relações e com vocês mesmo.

• Repressão sexual

 • Sente-se diminuída e insegura enquanto mulher

 • Baixa libido, falta de interesse pelo ato ou encontro sexual

• Dificuldade de confiar 

 • Dificuldade de se entregar ou sentir prazer

 • Dificuldade de relacionamento com o parceiro

 • Abuso sexual, ou violência, na infância ou adolescência

• Dificuldade de lidar com o próprio corpo, se conhecer

 • Culpa no ato sexual

 • Educação sexual muito rígida e repressora na infância

 • Comparação com outros casais ou contos sexuais

 • Falta de experiência ou vergonha excessiva

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4.    Relacionamentos

*Esta abordagem está direcionada à:

•  Dificuldades entre casais

•  Conflitos constantes, prejudicando a harmonia do casal

•  Dúvidas de sentimentos, e reavaliação da vida afetiva e do casamento – confusão de sentimentos

•  Revisão de objetivos. ” Será que quero continuar com essa pessoa?” “Será que essa pessoa ainda me faz feliz”

• Relacionamentos interpessoais (amizades, sociedade)

•  Sentimento de inferioridade diante das amizades

•  Sente-se diminuído e sempre na necessidade de agradar ou corresponder

•  Não sente que recebe na mesma proporção a atenção ou afeto da outra pessoa

• Não consegue estabelecer vínculos afetivos e amizades verdadeiras – não consegue se envolver, se entregar, usufruir a amizade

•  Pressão excessiva e insegurança, ansiedade nas amizades

•  Medo de não ter amigos

•  Medo de não ser amado

•  Sentimento de preferência, ou de “não ser o preferido”

•  Depende muito emocionalmente das amizades, e constantemente se decepciona ou sente-se abusado, ou que “deu demais.” E não foi retribuído na mesma proporção.

                                                                            “Amizade é querer estar junto”    Isabella Bovendorp

•  Dificuldade Familiar

•  Conflitos familiares

•  Sentimento de inadequação

•  Sentimento de desvalorização, julgamento ou desaprovação diante da sua família

•  Competição entre entes familiares

•  Dependência financeira ou perturbações relacionadas à dinheiro ou abuso financeiro

•  Violência emocional, humilhação

•  Não conseguir dizer não, ou sentir-se constantemente abusado nos favores e auxílios familiares

 

5.     Sentido de vida

 • Depressão

 • Apatia

 • Falta de sentido na vida

 • Sentimento de vazio

 • Pensamentos suicidas

 • Falta de um propósito de vida

• Sente-se constantemente triste

 • Espiritualidade. “Que sentido você vê na vida?” “Qual o sentido da vida pra você”

 • Significado da morte. Como você lida com a morte.

 • Crenças religiosas

 • Peso, culpa, remorso – se culpa excessivamente

 • Dificuldade de gostar de si mesmo. Se julga constantemente e duvida de si mesmo

 • Vocação, talentos, trabalho. “Qual sua função no mundo?”

 • Autoconhecimento

 • Sonhos, família, contradições. Conflitos entre o que se quer e o que “se deve”.

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Dúvidas e informações pelo e-mail: isabellabovendorp@gmail.com

Inscreva-se e receba mais informações – Cadastre o seu e-mail. 

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Importante: Esta abordagem não substitui a psicoterapia presencial.

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Bruxismo, DTM, ATM – Tratamento e relações emocionais

Enviado em 17 de set de 2015, sob Bem-estar

“Disfunções temporomandibulares (DTM) são um resultado de problemas no maxilar, articulações maxilares e músculos faciais que controlam esse movimento. Outro nome comum para esse problema são disfunções da ATM.

A articulação temporomandibular é aquela que liga o maxilar inferior (mandíbula) ao osso temporal do crânio, localizado à frente das orelhas em cada lado da cabeça. Essa articulação é flexível, permitindo que você mastigue, fale e morda alimentos. Os músculos dessa articulação e aqueles em torno dela não responsáveis por controlar a posição e movimentos do maxilar.

As disfunções temporomandibulares são um grupo de condições que causar dor e afetam o funcionamento desse grupo.” Minha Vida, Saúde

A causa de distúrbios da articulação temporomandibular é desconhecida em muitos casos. Trauma na mandíbula ou conjunta pode desempenhar um papel no desenvolvimento de distúrbios da ATM. Além disso, existem outras condições de saúde que podem contribuir para o desenvolvimento destas patologias. Estes incluem:

  • Artrite na articulação temporomandibular
  • Danos na articulação causados por impacto ou idade
  • Ranger os dentes
  • Problemas estruturais presentes no nascimento.

“A disfunção da ATM está relacionada a hábitos comuns, como o apertamento dentário e o bruxismo (frender ou ranger), morder objetos estranhos, roer unhas, mastigar chicletes, postura da cabeça (para a frente), o de prender o telefone com o queixo ou ainda apresentar fatores relacionados com o estresse, depressão e ansiedade ou eventos traumáticos. DentoFacial

Contato e tratamento:

→ Dr. Felipe Petry da Luz – 47. 3344.1033  |  Itajaí – SC

→ Dr. Casimiro Manoel Martins Filho – 48. 3333.5670  |  Florianópolis – SC

Odontologia especializada, Tratamento DTM – Disfunção Temporomandibular

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Depressão pós-parto: Tratamento e breves esclarecimentos

Enviado em 10 de abr de 2015, sob Maternidade, Psicanálise

Depressão pós-parto é muito sério, é uma doença. …………………………. Pode comprometer a vida da mãe e do bebê. Não exite em procurar ajuda. Familiares, amigos e companheiro, caso notem qualquer sinal ou sintoma desta doença direcione a mãe a procurar suporte, imediatamente.             . Seja a melhor mãe que o seu filho pode ter. Isabella Bovendorp

“Conversar com alguém treinado para lidar com o que você está sentindo pode ser de grande ajuda. Muitas vezes somente a terapia já é suficiente para reverter o quadro, embora, muitas vezes, haja também a necessidade de associar ao tratamento algum tipo de medicação (que só pode ser prescrita por médicos). Não se intimide em procurar ajuda especializada e encare isso como um ato de amor pelo seu bebê, para que você possa ser de fato a mãe que sempre sonhou ser. (Babycenter.com.br)

A depressão pós-parto é comum?

Acredita-se que cerca de 10 por cento das mulheres sofra de depressão pós-parto, embora uma recente pesquisa da Royal College of Midwives, do Reino Unido, tenha indicado que o número possa ser bem maior. De acordo com o estudo, 27 por cento das mulheres com filhos de menos de 1 ano de idade disseram ter passado por algum tipo de tratamento para a depressão pós-parto.

Depressão pós-parto não é a mesma coisa que uma espécie de melancolia, também conhecida como “baby blues”, ou “blues puerperal”, que geralmente tem início poucos dias depois do parto e provoca tristeza, preocupação, nervosismo e vontade de chorar. É possível que as enormes mudanças hormonais da gestação sejam responsáveis por esses sintomas, que tendem a desaparecer em questão de dias.

“Depressão pós-parto não é a mesma coisa que uma espécie de melancolia, também conhecida como “baby blues”, ou “blues puerperal”.

Mas, então, o que é a depressão pós-parto?

A depressão pós-parto é bem mais séria do que uma melancolia passageira. Enquanto a maior parte das mães consegue superar aquela tristeza inicial e passa a curtir seus bebês, uma mulher com depressão pós-parto fica cada vez mais ansiosa e tomada por sentimentos desagradáveis.

Em alguns casos, a mãe já estava deprimida mesmo antes do nascimento da criança, e simplesmente continua a ter os mesmos sentimentos. Para outras mulheres, no entanto, a depressão começa semanas ou até meses após o parto. O que parecia ser um prazer aos poucos começa a parecer um fardo, e a vida de certas mulheres chega a ficar paralisada.

Sintomas

Veja a seguir uma lista dos sintomas mais comuns da depressão pós-parto. Ter alguns deles vez ou outra não necessariamente indica um quadro de depressão, já que a maternidade é mesmo cheia de altos e baixos! Caso você tenha com frequência vários dos sintomas descritos, comente com seu ginecologista ou clínico geral ou procure a ajuda de um profissional especializado. Não tenha medo de ser julgada e muito menos de ser taxada de má mãe.

• Tristeza constante, especialmente na parte da manhã e/ou à noite;

• Sensação de que não vale a pena viver e de que nada de bom vem pela frente;

• Sensação de culpa e de responsabilidade por tudo;

• Irritabilidade e falta de paciência com parceiro e filhos;

• Choro constante;

• Exaustão permanente, acompanhada de insônia;

• Incapacidade de se divertir;

• Perda do bom humor;

• Sensação de não conseguir lidar com as circunstâncias da vida;

• Enorme ansiedade em relação ao bebê e busca constante por garantias, por parte de profissionais de saúde, de que ele está bem;

• Preocupação com sua própria saúde, possivelmente acompanhada pelo temor de ter alguma doença grave;

• Falta de concentração;

• Sensação de que o bebê é um estranho e não seu próprio filho;

Além dos sintomas mencionados acima, é possível também vivenciar:

• Perda de libido;

• Falta de energia;

• Problemas de memória;

• Dificuldade para tomar decisões;

• Falta ou excesso de apetite;

• Noites de sono interrompido;

Existem mulheres mais propensas a ter depressão pós-parto?

Os especialistas ainda não sabem exatamente por que certas mulheres ficam deprimidas e outras não. Porém há certas situações que parecem aumentar o risco de uma depressão pós-parto. São elas:

• Já ter passado por uma depressão antes;

• Depressão durante a gravidez;

• Parto difícil;

• Perda da própria mãe na infância;

• Parceiro ou família ausentes;

• Nascimento de um bebê prematuro ou com problemas de saúde;

• Problemas financeiros, de moradia, desemprego ou perda de um ente querido;

Qual é o tratamento?

Remédios
Existem certos remédios que realmente podem ajudar num quadro de depressão pós-parto. Muitas pessoas acreditam erroneamente que antidepressivos provoquem dependência, o que não é verdade. O principal problema de tais remédios é que muita gente não os toma da maneira correta.

Esse tipo de tratamento exige disciplina com horários e costuma levar algumas semanas para fazer efeito. Não desista por achar que ele não está melhorando em nada sua situação. Lembre-se de que demora um pouco para que seu corpo se adapte à medicação, e tenha em mente que às vezes a dose ou o tipo do remédio precisam de ajustes conforme a reação do organismo. Não interrompa o tratamento sem conversar com seu médico antes, mesmo se achar que já está melhor, porque a depressão pode voltar de repente.

Também não se preocupe se estiver amamentando, já que há no mercado remédios compatíveis com o aleitamento materno.

Terapia
Conversar com alguém treinado para lidar com o que você está sentindo pode ser de grande ajuda. Muitas vezes somente a terapia já é suficiente para reverter o quadro, embora, muitas vezes, haja também a necessidade de associar ao tratamento algum tipo de medicação (que só pode ser prescrita por médicos). Não se intimide em procurar ajuda especializada e encare isso como um ato de amor pelo seu bebê, para que você possa ser de fato a mãe que sempre sonhou ser.

Fonte: BabyCenter.com.br

Vídeos relacionados que podem te ajudar:

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Pele e Psiquismo

Enviado em 21 de out de 2014, sob Bem-estar

Como o estado emocional pode afetar a pele

Hoje em dia, não há mais como negar a interação entre o corpo e a mente. O estado emocional é capaz de desencadear diversas manifestações orgânicas e, até mesmo, doenças.
Muitas vezes, diante de uma situação de forte estímulo emocional ou do estresse do dia a dia, mecanismos biológicos descarregam a tensão no corpo, que se manifesta em um órgão, que varia de acordo com uma tendência pessoal. Quando o órgão atingido é a pele, algumas doenças podem ser desencadeadas ou agravadas, entre elas: psoríase, disidrose, vitiligo, dermatite seborréica, dermatite atópica, lúpus e acne.

“Caso o tratamento via remédios e outras ações medicamentosas não esteja surtindo efeito ou resultados duradouros, a psicoterapia pode contribuir muito e oferecer possibilidades de cura mais eficazes. Atrelando medicamento (com acompanhamento de um médico dermatologista) junto às sessões de psicanálise é possível um bom resultado e uma melhor qualidade de vida. Já que a análise busca investigar quais as causas das tensões estarem sendo descarregadas no corpo” – explica Isabella Bovendorp, Psicanalista

Entenda melhor como funciona a interação entre a mente e a pele.

Dermatoses relacionadas ao transtorno obsessivo-compulsivo

Todas as pessoas sofrem de ansiedade em alguns momentos. Algumas estão ansiosas o tempo todo, porque se condicionaram a reagir ansiosamente aos fatos da vida, mesmo os mais comuns.

Para dar vazão à ansiedade e manter-se com algum equilíbrio, cada um desenvolve um tipo de mecanismo. Pode ser roer as unhas, lamber ou morder os lábios, esfregar as mãos, passar a mão nos cabelos, arrumar os óculos, coçar determinada área da pele.

Esses são recursos simples e alguns deles são transitórios. Muitas crianças roem as unhas em determinada fase e isso desaparece naturalmente depois.

Outros recursos são superados, quando começam a incomodar ou quando a pessoa se dá conta deles e decide cancelá-los, o que consegue fazer com algum esforço e determinação, algumas vezes substituindo-o por outro, menos incômodo ou que cause menos prejuízo à estética ou ao organismo.

(continue reading…)

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Saúde mental, mitos e preconceitos – Depressão

Enviado em 14 de maio de 2014, sob Psicanálise, Sentido de vida

“Os mitos em relação aos problemas de Saúde Mental são responsáveis por enorme medo e vergonha e isso contribui para que muitas pessoas que necessitam de ajuda, não busquem tratamento por falta de conhecimento […] Já existem diversos tratamentos eficientes  para muitos problemas mentais (ansiedade, depressão, medos patológicos, pânico, fobias). Porém, as pessoas frequentemente não procuram tratamento por não saberem reconhecer o problema ou por ainda não saberem que existem tratamentos adequados para os diferentes problemas.”

O Dia Mundial da Saúde (07 de abril) é um evento anual da O.M.S. A cada ano um novo lema é selecionado para realçar questões de saúde pública de interesse mundial. O dia mundial da saúde em 2001 foi dedicado a atividades de promoção da conscientização dos problemas de saúde mental. O objetivo principal foi provocar impacto na opinião pública e estimular o debate sobre como melhorar as condições atuais de saúde mental no mundo todo e diminuir a discriminação em relação ao doente mental.

Verdades e Mentiras sobre Doenças Mentais:

As doenças mentais são somente fruto da imaginação? Não. São doenças verdadeiras que causam muito sofrimento, podendo inclusive levar o doente à morte.

As doenças mentais são pura “frescura”, fraqueza de caráter, “doença de rico”? Não. As doenças mentais são causadas por fatores biológicos, psicológicos e sociais, e atingem todas as classes com a mesma intensidade.

Pessoas com doenças mentais são perigosas e devem ser excluídas da família, da comunidade e da sociedade? Não. Pessoas com problemas de Saúde Mental não representam perigo para a família, comunidade ou sociedade. Por esse motivo, devem ser tratadas adequadamente e inseridas na comunidade, sem medo ou exclusão. Assim, poderão levar uma vida normal, feliz e produtiva, como todo mundo.

Já existe tratamento e cura para doenças mentais? Sim. Já existem tratamentos efetivos e sem sofrimento, ao alcance de todos.

“Os estigmas são rótulos negativos usados para identificar pessoas que sofrem de doenças mentais e são barreiras que impedem os indivíduos e suas famílias de buscar ajuda.”

Você sabe o que é loucura?

Loucura é preconceito, é humilhar e excluir pessoas que sofrem de doença mental. Os mitos em relação aos problemas de Saúde Mental são responsáveis por enorme medo e vergonha e com isso contribuem para que muitas pessoas que necessitam de ajuda, não busquem tratamento por falta de conhecimento.

Atualmente, cerca de 400 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de perturbações mentais ou neurológicas, ou de problemas psicossociais, como o uso abusivo de álcool e drogas. A grande maioria sofre silenciosamente com sua doença, e também com a exclusão social que a doença provoca. A exclusão é resultado dos estigmas e preconceitos contra a doença mental.

Os estigmas são rótulos negativos usados para identificar pessoas que sofrem de doenças mentais e são barreiras que impedem os indivíduos e suas famílias de buscar ajuda, pelo medo de serem excluídos. É isso o que mais contribui para os baixos índices de busca por tratamentos adequados. Todo mundo está vulnerável a sofrer de problemas mentais, que são diagnosticáveis, tratáveis e podem ser prevenidos a tempo.

“Às portas do século XXI, ainda é imenso o preconceito em relação a “doenças mentais”.

Existe um alto risco de suicídio entre pacientes com esses problemas e a vida de uma pessoa com doença mental pode ser salva com um tratamento apropriado. O tratamento pode melhorar ou mesmo evitar o sofrimento do paciente e de sua família, diminuindo as limitações e consequências negativas na sua vida profissional e social. Já existem diversos tratamentos eficientes para muitos problemas mentais. Porém, as pessoas frequentemente não procuram tratamento por não saberem reconhecer o problema ou por não ainda saberem que existem tratamentos adequados para os diferentes problemas.

Nos últimos anos, foram registrados progressos significativos na compreensão e na atenção aos problemas de saúde mental, aumentando o conhecimento científico das causas das doenças mentais e os tratamentos disponíveis para a maioria destas doenças. As reformas da assistência em saúde mental, em várias partes do mundo, demonstram que redes de atenção em saúde mental de base comunitária representam uma abordagem eficaz para o tratamento e que há menos necessidade dos hospitais psiquiátricos tradicionais. Às portas do século XXI, ainda é imenso o preconceito em relação a “doenças mentais”. Antigamente, esse preconceito estava associado à falta de conhecimento sobre os distúrbios que afetam a mente.

Na Europa, durante a Inquisição, muitos doentes mentais foram acusados de bruxaria, de estarem “possuídos pelo demônio” e foram queimados em fogueiras nas praças públicas. Até 1801, quando o médico francês Henri Pinel libertou os loucos, estes ficavam acorrentados em prisões ou porões de castelos, como se fossem criminosos perigosos e só a partir de Pinel, a loucura passou a ser considerada uma doença, mas mesmo assim, durante todo o século XIX e na primeira metade do século XX os recursos que se dispunham para cuidar dos problemas mentais eram poucos e ineficazes e o tratamento continuava sendo inadequado, internando-se os pacientes em manicômios (hospitais para loucos) e asilos, onde permaneciam por longos períodos ou mesmo até o fim da vida. Utilizava-se nessa época, métodos cruentos e arriscados, como algumas cirurgias altamente incapacitantes (lobotomias) e também diversos tipos de choques (insulínico, cardiazol, malárico, térmico, e posteriormente o choque elétrico). Como em outras ocasiões na medicina, esses choques foram descobertos por acaso. O choque térmico, por exemplo, passou a ser utilizado após a observação de doentes mentais que apresentaram um comportamento mais calmo depois que a carruagem que os transportava caiu num rio gelado.

Apesar de todo o progresso conseguido em muitos outros aspectos de saúde, a saúde mental ainda não recebe a atenção e os recursos que mereceria. Por isso, a Organização Mundial de Saúde (O.M.S.) declarou o dia 07 de abril de 2001, o Dia Mundial de Saúde Mental, com o sentido de sensibilizar o público em geral e provocar uma mudança positiva na posição pública acerca da doença mental. A idéia é despertar a atenção para a questão da saúde mental e para a melhoria dos cuidados de saúde mental.

Hoje em dia, com o progresso da Medicina, especialmente no ramo da Psiquiatria após a “Revolução Bioquímica” da década de 50 e a “Revolução Científica” da década de 80 e a “Década do Cérebro” dos anos 90, cada vez mais o Transtorno Mental vem se inserindo no contexto dos problemas de Saúde Pública. Agora eles podem ser adequadamente identificados e diagnosticados, e mais importante ainda, já se conta com recursos terapêuticos específicos que possibilitam o tratamento ambulatorial, evitando-se assim as internações desnecessárias que muitas vezes tornavam-se hiatrogênicas por asilarem o portador de transtorno mental.

“O universo da saúde mental é bem mais amplo. Abarca das neuroses à ansiedade, da depressão a pânico e fobias. Milhões de homens e mulheres ao redor do mundo são afetados por esses problemas, mas pouquíssimos procuram ajuda. Por dois motivos: boa parte prefere esconder seu sofrimento, com medo de ser estigmatizada, e a maioria nem sequer desconfia de que seus sintomas são de uma doença mental. Com isso, distúrbios leves, de cura relativamente fácil, podem transformar-se em problemas crônicos e incapacitantes.”

Fonte: PUC – PR |  Revista Veja – Saúde

Não é só coisa de maluco

Milhões de pessoas sofrem de desordens mentais, mas não procuram ajuda por ignorância ou medo de ser estigmatizadas. A mais comum é a depressão.

Quando se fala em doença mental, a primeira imagem que vem à cabeça é a do louco de carteirinha – o esquizofrênico ou psicótico que rasga dinheiro, vive num mundo à parte, não fala coisa com coisa e costuma ter acessos de fúria só controláveis por camisa-de-força ou calmantes potentíssimos. É uma visão parcial e marcada pelo preconceito. O universo desse tipo de enfermidade é bem mais amplo. Abarca das neuroses à ansiedade, da depressão a pânico e fobias. Milhões de homens e mulheres ao redor do mundo são afetados por esses problemas, mas pouquíssimos procuram ajuda. Por dois motivos: boa parte prefere esconder seu sofrimento, com medo de ser estigmatizada, e a maioria nem sequer desconfia de que seus sintomas são de uma doença mental. Com isso, distúrbios leves, de cura relativamente fácil, podem transformar-se em problemas crônicos e incapacitantes.

A enfermidade mental mais comum é a depressão. A Organização Mundial de Saúde estima que ela atinja uma em cada quinze pessoas, não importa a latitude. A doença caracteriza-se por melancolia intensa (que é bem diferente de uma tristeza circunstancial) e por um desânimo avassalador. Um deprimido padece de falta de energia para executar as tarefas mais comezinhas e não vê graça em nada. Sua auto-estima despenca para níveis abissais e um inexplicável sentimento de culpa passa a atormentá-lo. Ele tem crises de choro repentinas e é tomado por dores sem causa orgânica definida. Seu padrão de apetite e sono oscila além do razoável. Nos casos mais graves, são recorrentes os pensamentos sobre a própria morte – cerca de 15% das vítimas cometem suicídio. É um tormento do qual é difícil enxergar a saída.

Os quadros de depressão dividem-se em leves, moderados ou severos. A doença tem um forte componente hereditário, mas ninguém está livre de ser atingido. Pode ser detonada por um acontecimento objetivo, como a perda de uma pessoa querida ou dificuldades profissionais, ou por razões subjetivas subterrâneas. Da mesma forma que ocorre em outras afecções mentais, a depressão provoca um desarranjo na química cerebral, ao diminuir os níveis de serotonina e noradrenalina, neurotransmissores responsáveis pela modulação do humor e do prazer. Os remédios antidepressivos promovem o equilíbrio dessas substâncias e, em geral, demoram um mês para começar a fazer algum efeito. O tratamento mais eficaz combina medicamentos e terapia, não importa a linha seguida pelo psiquiatra ou psicólogo. Quanto ao tempo de duração, depende de cada paciente. Dificilmente, no entanto, alguém consegue sair de um estado de depressão em menos de meio ano.

Outra doença mental que não pode ser subestimada é o medo patológico. Sua taxa de incidência na população brasileira gira em torno de 10%. Ele se apresenta como fobia específica (pavor de animais, de dirigir, de andar de avião etc.), fobia social (enorme dificuldade de interagir com as pessoas) ou sob a forma de ataques de pânico. Não raro, esse último é decorrência de um estado depressivo. Existem terapias psicológicas de choque que se ocupam do medo patológico em suas diferentes manifestações (veja quadro). Elas são indicadas para quem não tem disposição – existencial e financeira – de enfrentar um tratamento mais profundo como a psicanálise. Fobias específicas, garantem os profissionais adeptos dessas linhas terapêuticas, são controladas em dois meses. Fobia social e transtornos de pânico exigem um pouco mais de tempo para que o paciente apresente melhora: de seis meses a um ano. Dependendo do grau de intensidade do distúrbio, há a necessidade de associar o uso de antidepressivos. Se você acha que sofre de uma desordem mental como as descritas aqui, não hesite em marcar uma consulta com um especialista. Louco é quem não procura ajuda.

É depressão?

Muita gente usa o termo “deprimido” como sinônimo de “triste”. É um equívoco. Depressão não é uma tristeza episódica, mas uma doença mental que inclui sintomas físicos. Veja se você sofre ou não do problema.

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A Dor de Cabeça Sob a Ótica Psicanalítica

Enviado em 07 de abr de 2014, sob Bem-estar

Por Wally W. Martins

“Do ponto de vista da psicanálise, dor de cabeça é ódio reprimido. A dor de cabeça, no sentido próprio é uma forma de tirar o foco mental.”

No ódio, a parte mental e racional, ficam como que procurando uma vingança. Esta forma de pensar é muito destrutiva. E sobrecarrega o sistema psíquico porque uma destrutividade tão forte, só pode ser efetuada por um ser muito forte também. Isto provoca uma inflação do Ego.

É muita energia concentrada no próprio sujeito. E nisso surge um aspecto sádico-narcisista que tende a um surto psicótico. E o corpo de um Ego, que seja parcialmente saudável não quer isso.

Como que sendo uma punição, surgem sensações de mal estar, que o aparelho psíquico provoca, disparando a pituitária, que dispara as glândulas supra renais e liberam na corrente sanguínea, adrenalina e cortisol. Isso acelera o coração e contrai os vasos sanguíneos, o que pode causar um pequeno ferimento em algum capilar, pelo aumento de pressão sanguínea, nas meninges ou próximo do nervo ótico, o que resulta na dor de cabeça, ou enxaqueca.

“Isso explica bem a lateralidade da enxaqueca, ou porque pode durar dias, ou porque é recorrente, quando sua origem pode estar em um conteúdo reprimido no inconsciente desde a infância, ou gestação.”

Claro que fora isso, existem fatores orgânicos que podem ser detectados em exames de imagem. Para o psicanalista Groddeck a doença sempre tem um objetivo. Assim como Freud colocou que o sintoma é o deslocamento do reprimido, durante a vigília.

Então, em Groddeck há a afirmação de que se um paciente sofria de dores de cabeça, estas o impediam de refletir e de pensar.

O objetivo da doença, portanto, deveria ser justamente esse. Entendem? A dor aparece para mascarar o pensamento!!!

Em Freud, há um aprofundamento colocando a dor de cabeça como um desejo reprimido deslocado. Há um entendimento que o inconsciente é simultaneamente psíquico e somático.

Goleman nos diz que o estudo confirma que as emoções perturbadoras fazem mal à saúde em certa medida. Descobriu-se que pessoas que sofriam de ansiedade crônica, longos períodos de tristeza e pessimismo, apresentavam doenças como asma, artrite, dores de cabeça, úlceras pépticas e males cardíacos.

Em um artigo sobre a co-relação da enxaqueca e a psicossomática, li que Johnson e muitos outros psicanalistas deram especial atenção às enxaquecas. Nelas o pano de fundo emocional caracteriza-se por raiva e hostilidade intensas, crônicas e reprimidas, e sua função é proporcionar alguma expressão ao que não pode ser expresso ou mesmo admitido diretamente.

As enxaquecas são investidas agressivas ou ataques vingativos e tendem a ocorrer em situações de intensa ambivalência emocional, ou seja, em relação a indivíduos que são ao mesmo tempo amados e odiados.

Como cita Sacks, as enxaquecas surgem não como expressões de um distúrbio emocional agudo, mas como expressões de necessidades emocionais crônicas e, em geral, reprimidas.

Então fica a dica: se você tem dores de cabeça que não sejam de origem orgânica, e quer se livrar delas, não reprima emoções assim, e de preferência, faça análise.

Fonte: Reflexões da Psicanálise

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Psiquiatria, psicologia e psicanálise – informações e esclarecimentos

Enviado em 06 de fev de 2014, sob Bem-estar, Psicanálise

“A Psicanálise atua na saúde mental, – distúrbios emocionais estão na pauta, assim como aspectos relacionados a qualidade de vida, autoconhecimento e ampliação de perspectivas. A psicanálise pode ajudar a melhorar a relação que a pessoa tem como ela própria e com o mundo.” Revista Veja, por Natália Cuminale

Entrevista Dr. Jorge Forbes – Psicanalista e médico psiquiatra


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PSIQUIATRA

HISTÓRIA: Quando surgiram, ainda no século 18, os psiquiatras trabalhavam apenas em hospícios. Só quando a psiquiatria pegou emprestados conceitos da psicologia é que casos mais moderados foram para consultórios.

CASOS: Trata sintomas mais graves e de definição mais clara, como esquizofrenia, Alzheimer e depressões profundas.

COMO ATUA: Como nesses casos só a terapia é muito pouco, o tratamento é feito com remédios, sendo monitorada a reação que o paciente tem a eles.

FORMAÇÃO: Seis anos do curso de medicina, mais 3 de residência.

“O psiquiatra é um profissional da medicina que após ter concluído sua formação, opta pela especialização em psiquiatria. Esta é realizada em 2 ou 3 anos e abrange estudos em neurologia, psicofarmacologia e treinamento específico para diferentes modalidades de atendimento, tendo por objetivo tratar as doenças mentais. Ele é apto a prescrever medicamentos, habilidade não designada ao psicólogo. Em alguns casos, a psicoterapia e o tratamento psiquiátrico devem ser aliados.” Brasil Escola

PSICÓLOGO

HISTÓRIA: O termo surgiu na Grécia antiga, mas seu significado moderno só veio no século 20.

CASOS: Há desde os psicólogos sociais, que estudam as massas, até os de RH, que selecionam candidatos, mas o que atende no consultório é o psicoterapeuta, que diagnostica casos de fobia ou ciúme excessivo, por exemplo.

COMO ATUA: Muda suas técnicas de tratamento constantemente, sempre em busca de uma interação com o paciente – daí a sua fama de falante, entre psiquiatras e psicanalistas.

FORMAÇÃO: Cinco anos do curso de psicologia.

“O psicólogo tem formação superior em psicologia, ciência que estuda os processos mentais (sentimentos, pensamentos, razão) e o comportamento humano. O curso tem duração de 4 anos para o bacharelado e licenciatura e 5 anos para obtenção do título de psicólogo. No decorrer do curso a teoria é complementada por estágios supervisionados que habilitam o psicólogo a realizar psicodiagnóstico, psicoterapia, orientação, entre outras. Pode atuar no campo da psicologia clínica, escolar, social, do trabalho, entre outras. O profissional pode optar por um curso de formação em uma abordagem teórica, como a gestalt-terapia, a psicanálise, a terapia cognitivo-comportamental.” Brasil Escola

PSICANALISTA

HISTÓRIA: Teve origem no século 19, com o médico austríaco Sigmund Freud.

ATUAÇÃO: Medos, raivas, inibições – as anormalidades normais.

COMO ATUA: Mais do que uma cura, o que se busca é a transformação da pessoa, a partir da compreensão dos seus problemas. O paciente fala tudo que vem à cabeça; cabe ao psicanalista interpretar de forma incisiva o que ele quis dizer inconscientemente, ajudando-o no autoconhecimento.

FORMAÇÃO: Especialistas dizem que só quem foi analisado pode analisar seus pacientes, e chega-se a passar 8 anos em cursos de sociedades psicanalíticas.

“O psicanalista é o profissional que possui uma formação em psicanálise, método terapêutico criado pelo médico austríaco Sigmund Freud, que consiste na interpretação dos conteúdos inconscientes de palavras, ações e produções imaginárias de uma pessoa, baseada nas associações livres e na transferência. Segundo a instituição formadora, o psicanalista pode ter formação em diferentes áreas de ensino superior.” Por Patrícia Lopes, Brasil Escola

Diferenças entre Psiquiatria, Psicologia e Psicanálise

Psicanalista: “Ser ou não ser, eis a questão”. A famosa frase de William Shakespeare explica de forma bem metafórica a quem este profissional pode ajudar. Tendo como base de estudo as teorias do austríaco Sigmund Freud, o psicanalista trabalha para melhorar a relação do ser com o mundo e com os seus questionamentos sem fim. Por aqui, é muito comum o trabalho com pessoas que sentem dificuldade e, às vezes, chegam a sofrer na hora de lidar com os universos interior e exterior. De forma geral, a psicanálise tem como objetivo auxiliar no autoconhecimento e a habilidade em lidar com problemas do próprio eu.

Nível de estresse muito grande, pressão profissional, diferença de comportamento e ideais com as pessoas com quem se vive são fatores que levam a questionamentos e problemas de comportamento e, consequentemente, fazem com que a pessoa sinta a necessidade de buscar respostas para estes tantos pontos de interrogação.

De acordo com o psiquiatra diretor do serviço de psicoterapia do Hospital das Clínicas e diretor da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, Oswaldo Ferreira Leite Netto, a psicanálise permite ao indivíduo desenvolver sua sabedoria e a flexibilidade com o próximo.

“É um instrumento que ensina a gente a suportar as responsabilidades e encarar as frustrações da vida”, explica o especialista.

A duração do tratamento por meio da psicanálise não pode ser especificada de forma exata e pontual. “Tudo vai depender de como a pessoa está disponível para enfrentar suas dificuldades e medos. A evolução depende somente dela”, salienta Netto.

Fontes: Brasil Escola, Revista VEJA, Revista Superinteressante, Escuta Psicanalítica

Dica de Psiquiatras Região Balneário Camboriú, Itajaí:

Dr. Jorge Rafael Teixeira –

Dr. Marcel Pansard –

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Ansiedade: quando procurar ajuda?

Enviado em 30 de ago de 2013, sob Bem-estar, Emagrecimento, Psicanálise

.    .“A ansiedade é o pior de todos os males psicológicos. Ela é o gatilho para desencadear outros transtornos. Dentro do ponto de vista psicológico, podemos definir ansiedade como um estado mental praticamente subjetivo carregado de apreensão e recheado de incertezas.” Alexandre Bez, Psicólogo especialista em relacionamentos pela Universidade de Miami e em ansiedade e síndrome do pânico pela Universidade da Califórnia

Por Isabella Bovendorp

Os transtornos ansiosos são mais comuns e presentes do que se imagina.

Atrocidades, intolerância, brigas, violência, agressões, conflitos de relacionamento, e muitos outros sofrimentos poderiam ser evitados ou amenizados se a ansiedade recebesse tratamento, – se ela merecesse a devida atenção.

Transtornos de ansiedade se não forem tratados e valorizados enquanto doença, podem acarretar em diversas outras enfermidades físicas, assim como prejuízos na vida pessoal e profissional.

Mas, como saber a hora de procurar ajuda?

“Quando a ansiedade ultrapassa o limite e a pessoa não consegue mais realizar suas tarefas diárias sem sofrimento, é hora de buscar ajuda especializada e dar início a um tratamento.” Sâmia Simurro, psicóloga

Quando a pessoa não consegue controlar mais suas atitudes, pensamentos destrutivos, persecutórios – sente que perdeu o controle das suas ações e da sua vida;

Quando começa a somatizar no corpo em forma de doenças: dores de cabeça, enxaqueca, gastrite, taquicardia, doenças de pele, vertigens, etc.

Quando a pessoa não tem controle dos seus pensamentos e sofre com isso. É como se sua mente não o deixasse em paz. Pensamentos e sentimentos fora do controle que refletem no corpo em forma de angústia, aperto no peito, sudorese, perda da noção de quem se é, e onde está.

Quando há perda da qualidade de vida, de relacionamentos (familiar, afetivo, sexual), trabalho, estudos.

Hoje existem medicamentos cada vez mais eficazes e sutis no tratamento dos transtornos ansiosos, – que proporcionam a pessoa que sofre com esse mal, uma maior qualidade de vida, bem-estar no trabalho, na disposição diária, afazeres, atividades. O medicamento, em muitos casos, é provisório. É um recurso que hoje felizmente podemos fazer uso, no início do tratamento – por alguns meses, e que, com o passar do tempo apenas a psicoterapia já seja suficiente para dar continuidade ao tratamento. São muitos os transtornos ansiosos, por isso é fundamental o diagnóstico correto de um Psiquiatra competente, que identifica ao certo qual a desordem, podendo assim indicar o medicamento mais adequado.

“Se não for controlada, a ansiedade pode causar o surgimento de enfermidades psicossomáticas, ou seja, doenças que afetam a saúde física e mental. Gastrite, úlceras, colites, taquicardia, hipertensão, cefaleia e alergias são alguns exemplos de doenças causadas pela ansiedade. Ela também é responsável pelo surgimento de doenças psiconeurológicas e psicooncológicas. O psiquiatra italiano Leonard Vereaque explica que isso acontece, pois as pessoas não conseguem eliminar de forma natural a tensão gerada pela ansiedade. “A mente cria válvulas artificiais para dar vazão a essa energia negativa. A partir daí, a pessoa começa a usar o próprio organismo como válvula de descarga”. Heloísa Noronha, UOL Saúde

Quais são os transtornos de ansiedade?

Ansiedade generalizada

• Transtorno de pânico

• Transtorno obsessivo compulsivo

• Transtorno pós-traumático

• Agorafobia

• Fobia social

• Fobias específicas

“Ter força de vontade e entender que essa ansiedade descontrolada não é normal são requisitos básicos para o processo de cura inicial. Procurar ajuda psicológica é fundamental para retomar a rotina. Curar-se sozinho é praticamente impossível.” Alexandre Bez, psicólogo

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Referências de pesquisa: Uol Saúde e Comportamento

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Estresse é diferente de cansaço. Conheça os sintomas, prevenção e tratamento

Enviado em 25 de jul de 2013, sob Bem-estar, Sentido de vida

“Não é raro a pessoa procurar um médico, ser examinada, fazer exames e ouvir: “Isso não é nada. É só emocional”. Ora, se é emocional, é alguma coisa. Não é sensato esperar que as doenças se instalem (hipertensão, lesões nas coronárias, hipertrofia cardíaca) para tomar uma providência. Se existe um fator emocional que está desencadeando o desconforto, ele precisa ser valorizado.” (Alexandrina Meleiro)

Por – Alexandrina Meleiro, médica psiquiatra e Dr. Drauzio Varella

Estresse é um termo que se vulgarizou nos últimos tempos. Queixa-se de estresse o homem que chega em casa depois de um dia de muito trabalho, de trânsito pesado e das filas do banco. Queixa-se a mulher que enfrentou uma maratona de atividades domésticas, profissionais e com os filhos. À noite, terminado o jantar, com as crianças recolhidas, os dois mal têm forças para trocar de roupa e cair na cama.

A palavra estresse não cabe nesse contexto. O que eles sentem é cansaço, estão exaustos e uma noite de sono é um santo remédio para recompor as energias e revigorá-los para as tarefas do dia seguinte.

A palavra estresse, na verdade, caracteriza um mecanismo fisiológico do organismo sem o qual nós, nem os outros animais, teríamos sobrevivido. Se nosso antepassado das cavernas não reagisse imediatamente, ao se deparar com uma fera faminta, não teria deixado descendentes. Nós existimos porque nossos ancestrais se estressavam, isto é, liberavam uma série de mediadores químicos (o mais popular é a adrenalina), que provocavam reações fisiológicas para que, diante do perigo, enfrentassem a fera ou fugissem.

É pela ação desses mediadores que, num momento de pavor, os pelos ficam eriçados (diante do cão ameaçador, o gato fica com os pelos em pé para dar impressão de que é maior), o batimento cardíaco e a pressão arterial aumentam, o sangue é desviado do aparelho digestivo e da pele, por exemplo, para os músculos que precisam estar fortalecidos para o combate ou para a fuga. Vencido o desafio, vem a fase do pós-estresse. Quem já passou por um susto grande sabe que depois as pernas ficam trêmulas e, às vezes, andar é impraticável.

No entanto, o estresse do mundo moderno é muito diferente do que existia no passado. Resulta do acúmulo de pequenos problemas que se repetem todos os dias. A promissória a vencer no banco e o compromisso com hora marcada prejudicado pelo congestionamento inexplicável não liberam mediadores na quantidade necessária para enfrentar um animal ameaçador, mas provocam um discreto e constante aumento da pressão arterial e do número dos batimentos cardíacos que, sem dúvida, trazem consequências nefastas para o organismo.

“O estresse do mundo moderno é muito diferente do que existia no passado. Resulta do acúmulo de pequenos problemas que se repetem todos os dias.”

EFEITOS DO ESTRESSE CONSTANTE

Drauzio – Como os pequenos problemas do dia a dia, a longo prazo, acabam criando uma situação de estresse?

Alexandrina Meleiro – O estresse é uma defesa natural que nos ajuda a sobreviver, mas a cronicidade do estímulo estressante acarreta consequências danosas ao nosso organismo. Embora a tendência do indivíduo seja elaborar estratégias para resolvê-las, muitas vezes, ele vai se adaptando às exigências do chefe intransigente, à situação econômica difícil, aos revezes do dia a dia. Se não conseguir criar essas estratégias, seu organismo não irá reagir convenientemente diante dos problemas e dará sinais de cansaço que podem afetar os sistemas imunológico, endócrino, nervoso e o comportamento do dia a dia. A continuidade dessa situação afeta a pessoa, exaurindo suas forças e ela cai num estado de exaustão, de estresse propriamente dito. Caso não consiga reverter o processo, as consequências não tardarão a surgir: aumento da pressão arterial, crises de angina que podem levar ao infarto, dores musculares, nas costas, na região cervical, alterações de pele, etc. Daí a importância de a pessoa estar alerta para os sinais que o corpo registra.

Drauzio – Ninguém fica estressado de um dia para o outro. Na prática, essas manifestações corporais vão ocorrendo lentamente e a pessoa se acostuma com elas. Que dicas você dá para reconhecer que o mecanismo de estresse está se instalando?

Alexandrina Meleiro – Há pessoas que experimentam picos de adrenalina e vivem bem assim. Os corredores de Fórmula 1, por exemplo, mostram-se bem adaptados ao estresse inerente à sua profissão. Quando se deve desconfiar de que algo diferente está ocorrendo? Se a pessoa notar que já não se levanta com a mesma disposição, a mesma energia para desempenhar suas atividades diárias, que se irrita com os outros facilmente, que seu comportamento está fugindo do padrão habitual, se não consegue dormir, ou mesmo dormindo a noite inteira, não acorda descansada, pois o sono não foi tranquilo e reparador, precisa ficar atenta. Algo dentro dela está avisando que as coisas não vão bem e que é fundamental tomar certas medidas para evitar consequências mais sérias. Em geral, é alguém de fora que chama atenção para o problema. A roda da vida quase sempre impede que a própria pessoa perceba com clareza o que está acontecendo com ela.

“Quando se deve desconfiar de que algo diferente está ocorrendo? Se a pessoa notar que já não se levanta com a mesma disposição, a mesma energia para desempenhar suas atividades diárias, que se irrita com os outros facilmente, que seu comportamento está fugindo do padrão habitual, se não consegue dormir, ou mesmo dormindo a noite inteira, não acorda descansada, pois o sono não foi tranquilo e reparador, precisa ficar atenta. Algo dentro dela está avisando que as coisas não vão bem e que é fundamental tomar certas medidas para evitar consequências mais sérias.”

CATEGORIA DIAGNÓSTICA DO ESTRESSE

Drauzio – Podemos dizer que o estresse é uma doença?

Alexandrina Meleiro – O estresse não está categorizado na classificação internacional das doenças. O que se observa, porém, já há algumas décadas, é que ele está presente nos consultórios dos médicos de diversas especialidades: cardiologistas, pneumologistas, endocrinologistas, clínicos gerais, psiquiatras. Isso leva a crer que, em breve, haverá uma modificação no Código Internacional de Medicina e ele será considerado uma categoria diagnóstica. Atualmente, é classificado como uma síndrome que afeta vários órgãos. Não é raro a pessoa procurar um médico, ser examinada, fazer exames e ouvir: “Isso não é nada. É só emocional”. Ora, se é emocional, é alguma coisa. Não é sensato esperar que as doenças se instalem (hipertensão, lesões nas coronárias, hipertrofia cardíaca) para tomar uma providência. Se existe um fator emocional que está desencadeando o desconforto, ele precisa ser valorizado. Nesses momentos, é sempre bom perguntar o que pode estar favorecendo o aparecimento dos sintomas. Aquilo que é estressante para um indivíduo, pode não significar nada para outro. A reação de cada um está vinculada à genética, ao temperamento, à personalidade, à maneira de perceber e assimilar as situações. Dois irmãos, mesmo que sejam gêmeos e criados da mesma forma, podem desenvolver reações absolutamente diferentes. Um se descontrola se fica preso no trânsito na volta para casa; o outro aproveita a ocasião para ouvir música, relaxar, esvaziar a cabeça e esquecer o chefe ranzinza que cobra o serviço com urgência e depois o esquece em cima da mesa. Se a promissória está para vencer na semana seguinte, um perde logo o sono e a tranquilidade, enquanto o outro deixa tudo para resolver na véspera do vencimento. É bom lembrar que não existem problemas sem solução. Basta que nos empenhemos em encontrá-la. Nem sempre aparece a solução ideal, a que gostaríamos de alcançar, mas temos de aceitá-la, seja ela temporária ou definitiva.

Drauzio – O que provoca mais estresse, preocupar-se com antecedência ou deixar tudo para a última hora?

Alexandrina Meleiro – Claro que quem costuma protelar as decisões indefinidamente, em determinado momento, terá de enfrentar as consequências desse comportamento sossegado. No entanto, sofrer antecipadamente não ajuda a resolver o problema. É preciso aprender a gerenciar os acontecimentos e a buscar estratégias para encontrar uma solução. Veja o caso da pessoa que fez um empréstimo no banco. O razoável é que levante algumas possibilidades para juntar o dinheiro do pagamento e estabeleça metas de poupança. Reduzir as compras no supermercado, abrir mão do celular, cortar despesas com o supérfluo pode ser um bom caminho. A pessoa que não sabe administrar os problemas de cada dia precisa aprender a fazê-lo. Às vezes, a ajuda de um profissional é indispensável para evitar que a qualidade e o tempo de vida fiquem seriamente comprometidos por esse comportamento.

“A pessoa que não sabe administrar os problemas de cada dia precisa aprender a fazê-lo. Às vezes, a ajuda de um profissional é indispensável para evitar que a qualidade e o tempo de vida fiquem seriamente comprometidos por esse comportamento […] É bom lembrar que não existem problemas sem solução. Basta que nos empenhemos em encontrá-la. Nem sempre aparece a solução ideal, a que gostaríamos de alcançar, mas temos de aceitá-la, seja ela temporária ou definitiva.

TENDÊNCIA AO ESTRESSE NA INFÂNCIA

Drauzio – Certas tendências comportamentais podem ser observadas já nas crianças pequenas. Às vezes, na mesma família, desde cedo dois irmãos demonstram atitudes opostas diante dos compromissos. Um precisa ter o material arrumado, a lancheira organizada e o uniforme em ordem bem antes de sair para a escola. O outro deixa tudo para a última hora e não se mostra nem um pouco preocupado. Não se pode atribuir apenas à educação essa forma diferente de encarar os compromissos, você não acha?

Alexandrina Meleiro – Não é só a educação, mas é também a educação que interfere nessa forma de agir. Às vezes, nos deparamos com dois irmãos, gêmeos até, um muito sossegado e o outro extremamente agitado. É uma característica individual, uma exigência interna. Por isso, diante de um mesmo evento cada um reagirá a seu modo. Todos temos, porém, uma maquininha de fabricar estresse. O irmão que precisa ter tudo em ordem antes de se arrumar para a escola demonstra uma necessidade de perfeição, de ser organizado para sentir-se bem que o outro desconhece. Pouco importa para quem não é exigente se a camisa está abotoada, os tênis limpos, o lanche bem arrumado. Se, em geral, os desligados tendem a usufruir melhor qualidade de vida, são eles que penam para sobreviver no mercado competitivo de trabalho. Por isso, o importante é aprender a adequar-se às exigências. Nem ser o menino que quer tudo perfeito nem o relaxado que não se abala com nada.

Drauzio – Quer dizer que esse que não arruma o material escolar, provavelmente será o que terá problemas com o banco mais tarde?

Alexandrina Meleiro – Não necessariamente, porque ele pode mudar de comportamento. Caso contrário, é bem provável que tenha sérios aborrecimentos, porque o mundo não perdoa nem é complacente. Se os pais não souberem dizer não para filhos, se não lhes ensinarem um mínimo de organização, não os estarão preparando para a vida. Por outro lado, se forem exigentes demais, podem estar estimulando o estresse do filho. Vamos analisar casos extremos diante do exame vestibular. O desorganizado não consegue estruturar-se para estudar e, na hora da prova, se perde entre as questões. O outro, apesar da boa perfomance intelectual que demonstrou ao longo da vida escolar, tem um lapso de memória e não consegue lembrar-se do que estudou.

Drauzio – Isso é estresse?

Alexandrina Meleiro – Isso é uma exigência interna decorrente do estresse, da cobrança que ele se impõe na vida, diante das coisas que executa e faz. E se pensarmos que só os adultos estão sujeitos a desenvolver esse quadro, estaremos enganados. As crianças estão cada dia mais estressadas. Elas vão para a escola, estudam línguas estrangeiras e informática, fazem natação, balé, judô e não têm tempo para mais nada. É preciso desde cedo aprender a organizar a vida. Sem dúvida, o trabalho é essencial na vida de adultos e crianças, mas não é tudo. Todos precisam de lazer e a maioria das pessoas estressadas não sabe sentir prazer. Muitos não se permitem gozar a satisfação de ter completado uma tarefa, seja ela qual for. Sentir prazer ameniza o impacto do estresse. Nós temos sempre que pensar no lado positivo das coisas. Isso ajuda os neurotransmissores a não detonar nosso organismo. Se houve uma enchente na marginal e o trânsito estava engarrafado, ter seguro para consertar o carro ou escapar ileso da confusão já é uma grande conquista. Se formos capazes de olhar o lado positivo, mesmo que tudo pareça muito complicado, é um caminho para encontrar uma saída. Na verdade, construímos nosso destino e garantimos a qualidade de nossas vidas de acordo com o modo de enfocar possíveis contratempos.

NÍVEIS DE EXIGÊNCIA

Drauzio – Quando está brincando, a criança exterioriza uma felicidade de dar inveja. Ela não está preocupada com a escola nem com a lição de casa sem fazer. Curte aquele momento. Com o adulto é diferente. Os momentos felizes duram pouco, porque logo está preocupado com problemas, às vezes, insolúveis. A que se deve essa insatisfação permanente do adulto?

Alexandrina Meleiro – Em geral, essa insatisfação permanente que os adultos carregam como um fardo deriva do aprendizado de um comportamento. A criança não está preocupada com as tarefas, mas a mãe, o pai e os professores cobram que sejam feitas no prazo certo e com capricho. Essa cobrança vai sendo internalizada e, em dado momento, ela passa a cobrar de si mesma um desempenho impecável e perde essa coisa gostosa da infância que é sentir-se feliz e nada mais. Alcançar sempre a perfeição é um objetivo estressante e quase impossível. E as pessoas se torturam por causa disso. Esses extremos de cobrança aumentam o nível de estresse e favorecem a adição de drogas, do álcool, os quadros de depressão, ansiedade e somatização.

Drauzio – O estresse pode ser uma doença crônica. Como os estados de agitação e desânimo podem evoluir para o estresse?

Alexandrina Meleiro – O estresse age como os cupins que vão roendo a madeira até sobrar só uma capa externa de verniz. Quando nos damos conta, ele já danificou vários órgãos, comprometeu a performance profissional e o relacionamento dentro e fora de casa. Não importa o que o tenha provocado. Ele interfere em todas as áreas porque as pessoas não são constituídas por departamentos estanques. A primeira reação é de enfrentamento. Depois, o organismo opõe resistência ao estímulo, produz menos adrenalina e glicose para vencer o obstáculo, entra num processo de falência e surgem as doenças. Por isso, é importante as pessoas estarem alerta para o que compromete sua qualidade de vida.

RELAÇÃO ENTRE ESTRESSE E ÁLCOOL

Drauzio – Qual a relação entre o estresse e o álcool?

Alexandrina Meleiro – O trânsito está congestionado, as pessoas param no bar e tomam uma cerveja. Aproxima-se a hora da reunião com a diretoria ou de falar em público, um uísque ajuda a criar coragem. O álcool funciona como um grande ansiolítico. Se possui esse lado angelical – amenizar a ansiedade em certos momentos -, tem também um lado diabólico: a necessidade de recorrer ao álcool aumenta sistemática e gradativamente e inúmeros prejuízos decorrem de seu uso crônico. É muito comum em profissões de maior impacto de estresse, a existência de um número grande de etilistas. Por quê? Porque diante de situações que não sabe administrar, a pessoa recorre ao álcool (e a outras drogas, como maconha, cocaína, energizantes, etc.) para se anestesiar, criando, assim, uma fantasia de bem-estar com consequências potencialmente desastrosas.

Drauzio – Que profissões são essas?

Alexandrina Meleiro – Em geral, as profissões de maior impacto de estresse são as que lidam com o ser humano, nas quais a interrelação pessoal é permanente. Médicos, professores, jornalistas são exemplos de gente que não pode falhar. Recentemente, os policiais passaram a engrossar esse grupo, assim como as pessoas que trabalham em bolsas de valores e em bancos por causa da instabilidade do sistema financeiro. Outro dia me perguntaram se as donas de casa estariam livres do estresse. Não estão. Gerir uma casa com orçamento minguado e múltiplas responsabilidades as tornam sujeitas a cargas maciças de estresse.

Drauzio – Algumas têm mais atribuições que o alto executivo de uma empresa.

Alexandrina Meleiro – Exatamente. Elas têm de administrar o orçamento, orientar os filhos que estão também estressados com os trabalhos da escola, acalmar o marido que chega de mau humor porque brigou com o chefe. Muitas ainda trabalham fora e procuram dar conta da dupla jornada com profissionalismo. Na verdade, geralmente a mulher é a pessoa que mais trabalha na família. Não tem folga nos fins de semana nem nos feriados. A dona de casa acaba sendo o centro de tudo. Todas as pancadas recaem sobre ela. Há tempos, uma pesquisa espanhola comparou os níveis de estresse em homens e mulheres. A não ser na infância, independentemente da profissão, na faixa etária entre 30 e 40 anos, o nível de estresse feminino era de 6% a 10% maior do que o masculino. Uma matéria publicada pela revista Veja destacou a vida de grandes executivas que tinham de conciliar o cuidado com os filhos e as atividades profissionais. Raramente os pais dessas crianças deixavam de trabalhar para levá-las ao médico. Isso era responsabilidade das mães. Se cabe a elas tanta responsabilidade, é preciso que aprendam a gerenciar suas vidas para transformar essa fonte de estresse em fonte de prazer.

PROFILAXIA DO ESTRESSE

Drauzio – Que conselhos você dá para prevenir o estresse?

Alexandrina Meleiro – O primeiro passo é identificar a causa do estresse e verificar se é possível afastá-la. Se não for, é preciso criar estratégias para resolvê-la. Às vezes, a solução encontrada não é a ideal, mas é a que se pode pôr em prática naquele momento. Além disso, horas de sono e de lazer para reduzir os níveis constantes de adrenalina também são boa medida profilática. A atividade física, mas sem cobrança de desempenho perfeito, é fundamental nesse processo e curtir alguns hobbies ajuda muito desde que não estejam relacionados com o trabalho do dia a dia. Se sou médica, vou me distrair fazendo crochê, tricô ou pintura para meu cérebro descansar nesse período. Acima de tudo, a pessoa não deve automedicar-se. Incluo nisso o álcool que anestesia, os tranquilizantes e os analgésicos. Se a pessoa não conseguir controlar os níveis de estresse sozinha, deve procurar ajuda profissional.

Drauzio – Acredito que os mediadores produzidos pelo estresse são consumidos pelo exercício físico. Era o que acontecia quando o homem encontrava um leão pela frente. Ou ele lutava ou saía correndo. De qualquer forma, estava consumindo os mediadores liberados pelo estresse. Por isso, andar, subir escadas, movimentar-se, enfim, têm um papel crucial no combate ao estresse, você não acha?

Alexandrina Meleiro – Sem dúvida. A atividade física ajuda a neutralizar a ação dos neurotransmissores que são liberados pelo estresse, porque nosso organismo tem uma fábrica excelente de endorfina. Se fizermos exercícios, quaisquer que sejam eles, por mais de 20 minutos, o nível de endorfina, principalmente no cérebro, aumenta e isso proporciona uma sensação de bem-estar. Na época em que o professor Jatene era ministro da Saúde, dizia que, quando a coisa pegava fogo, saía andando pelo Ministério para baixar o nível de adrenalina e liberar endorfina a fim de refletir melhor para tomar medidas acertadas.

Fonte: Dr. Drauzio Varella

Alexandrina Meleiro – médica psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo | Entrevistada por Dr. Drauzio Varella

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